domingo, 25 de janeiro de 2026

Os Donos do Poder no Brasil: O Sistema e o Regime. Por João Maria andarilho utópico.


Estamento é um conceito sociológico e histórico que define camadas sociais fechadas, baseadas no prestígio, honra e títulos de nascimento, comuns no feudalismo. Diferente das classes atuais, os estamentos apresentam baixa mobilidade social e privilégios específicos, dividindo a sociedade medieval em clero, nobreza e servos. 
Principais Características e Contexto
  • Sociedade Estamental (Feudalismo): Dividida em três ordens principais: o clero (reza), a nobreza (guerreia) e os servos (trabalham).
  • Hierarquia Rígida: O status é determinado pelo nascimento, com pouca ou nenhuma mobilidade social.
  • Privilégios: Nobres e clérigos detinham terras, poder político e isenção de impostos, enquanto servos sustentavam a estrutura.
  • Origem do Conceito: Deriva do latim status ("estado" ou "condição"), ganhando relevância na sociologia com Max Weber, ao diferenciar estamentos (baseados na honra) de classes (baseadas na economia).
  • Exemplos Históricos: A sociedade estamental persistiu na Europa até o fim do Absolutismo, com os três Estados (Clero, Nobreza, Terceiro Estado) na França pré-revolucionária.
  • Estamento Burocrático: Raymundo Faoro, em sua obra "Os Donos do Poder", descreve a influência de estamentos (funcionários públicos/militares) no controle político e econômico brasileiro. 
Diferente da casta, que é estritamente hereditária, o estamento permitia raras exceções de ascensão, como méritos extraordinários ou casamentos. 




"Os Donos do Poder: Formação do Patronato Político Brasileiro", publicado originalmente em 1958 por Raymundo Faoro, é uma das obras mais fundamentais para entender por que o Brasil funciona como funciona.

A tese central de Faoro é que o Brasil não sofreu uma revolução social de fato, mas sim uma transição de elites que mantiveram o controle do Estado desde o período colonial português até a República.

Aqui estão os pontos principais para você dominar a obra:


1. O Patrimonialismo

Este é o conceito-chave. Faoro argumenta que o Estado brasileiro nasceu antes da sociedade civil. No patrimonialismo, a distinção entre o que é público e o que é privado desaparece.

  • O governante trata a "coisa pública" (o Estado) como se fosse sua propriedade pessoal.

  • Cargos, verbas e decisões não visam o bem comum, mas o sustento e o fortalecimento do grupo que está no poder.

2. O Estamento Burocrático

Faoro identifica que quem manda no Brasil não é necessariamente uma "classe social" (como a burguesia no marxismo), mas um Estamento Burocrático.

  • O estamento é uma casta formada por altos funcionários, políticos, militares e técnicos que controlam o aparato estatal.

  • Este grupo atua de forma independente: ele não serve ao povo, nem necessariamente aos empresários; ele serve a si mesmo e à sua própria sobrevivência e expansão.

3. A Herança Portuguesa

A obra faz uma análise histórica profunda desde o Reino de Portugal (o "Estado Moderno" português).

  • Diferente de outros países europeus onde o feudalismo era forte e os senhores de terras limitavam o rei, em Portugal o Rei era o dono de tudo.

  • Essa estrutura centralizadora e exploradora foi transplantada para o Brasil, impedindo o surgimento de um capitalismo liberal e independente.

4. O Capitalismo Politicamente Orientado

Faoro explica que no Brasil o capitalismo não nasce da livre iniciativa ou da competição de mercado pura.

  • O sucesso financeiro depende da proximidade com o Estado.

  • O empresário brasileiro, historicamente, busca favores, subsídios e proteção estatal em vez de inovação. É o "capitalismo de laços".

5. A Imobilidade Social e Política

Apesar de mudarmos de regime (Colônia → Império → República), o estamento burocrático se adapta.

  • Ele realiza "revoluções pelo alto" para evitar que o povo participe do poder.

  • O autor conclui que a estrutura de poder no Brasil é elástica e resistente, absorvendo novos membros sem nunca mudar sua essência centralizadora.


Resumo da Obra em uma frase:

O Estado brasileiro é uma estrutura soberana que se sobrepõe à nação, gerida por uma elite técnica e política (o estamento) que utiliza a máquina pública para benefício próprio, impedindo o pleno desenvolvimento da cidadania.


Curiosidade: Esse livro é frequentemente citado para explicar por que escândalos de corrupção e o uso de "emendas parlamentares" são tão resilientes no Brasil — são sintomas modernos desse velho patrimonialismo.

Olavo de Carvalho utilizava a obra de Raymundo Faoro de maneira estratégica e, muitas vezes, ambivalente. Embora elogiasse a precisão de Faoro ao descrever a "natureza" do Estado brasileiro, ele criticava duramente a conclusão política e as soluções propostas pelo autor.

Para Olavo, Os Donos do Poder era uma ferramenta essencial para entender o que ele chamava de "mecanismo".

Aqui estão os pontos centrais da análise de Olavo sobre o livro:


1. A Validação do "Estamento Burocrático"

Olavo frequentemente citava Faoro para dar base intelectual à sua tese de que o Brasil não é governado por uma democracia real, mas por uma oligarquia técnica e política que se perpetua independentemente de quem vence as eleições.

  • Ele usava o conceito de Estamento Burocrático para explicar que o PT, o PSDB e outros partidos eram apenas "faces" diferentes de uma mesma estrutura estatal que se autoprotege.

  • Para Olavo, Faoro provou que o Estado brasileiro é um "monstro" que se sobrepõe à sociedade.

2. A Crítica ao "Liberalismo" de Faoro

Apesar de usar os conceitos, Olavo criticava o que chamava de "miopia" de Faoro.

  • Olavo argumentava que Faoro, sendo um liberal de velha guarda, acreditava que a solução seria a criação de um "capitalismo racional" e instituições democráticas mais fortes.

  • Olavo discordava, afirmando que o Estamento Burocrático não é apenas um problema de "formação histórica", mas uma força ativa que usa a ideologia (incluindo o socialismo e o globalismo) para manter o poder.

3. O "Pulo do Gato": O Estado como Criador da Classe Rica

Uma das citações recorrentes de Olavo baseada em Faoro é a de que, no Brasil, não é a classe econômica que cria o Estado, mas o Estado que cria a classe econômica.

  • Ele usava o livro para ilustrar que os "grandes empresários" brasileiros (como os envolvidos na Lava Jato ou nos esquemas de combustíveis que mencionamos) não são capitalistas de fato, mas "capitalistas de Estado" ou "amigos do rei", que só prosperam através de concessões e financiamentos públicos (BNDES, etc.).

4. Divergência sobre a Solução

  • Faoro: Via a solução no fortalecimento das instituições jurídicas e na racionalização do Estado.

  • Olavo: Via a solução na "alta cultura" e na mudança do imaginário popular, acreditando que as instituições propostas por Faoro já estariam "contaminadas" e ocupadas pelo próprio estamento.


Citação/Referência Comum:

Olavo costumava dizer que Os Donos do Poder deveria ser lido ao lado de O Estamento Burocrático Brasileiro (de outros autores ou em suas próprias notas) para que o brasileiro entendesse que "a política no Brasil é uma luta entre o estamento e o povo, e o estamento sempre venceu até agora".

"O Estado brasileiro não é um serviço público; é uma entidade soberana que cobra tributo da nação para sustentar a si mesma e aos seus parceiros." (Resumo do pensamento olavista sobre a obra).

Essa é uma das conexões mais famosas do pensamento de Olavo de Carvalho: a fusão da sociologia histórica de Faoro com a estratégia política de Antonio Gramsci.

Para Olavo, o Brasil é o cenário de um "casamento perfeito" entre uma estrutura antiga e uma tática moderna.


O Cruzamento: Patrimonialismo + Gramscismo

Olavo argumentava que a esquerda brasileira (especialmente o PT) não tentou destruir o Estamento Burocrático descrito por Faoro, mas sim ocupá-lo usando as táticas de Gramsci.

1. A Ocupação de Espaços (Hegemonia)

  • Faoro dizia que o Estamento é uma casta que se autoprotege.

  • Gramsci pregava a "marcha pelas instituições" (escolas, mídia, judiciário, funcionalismo).

  • A síntese de Olavo: A esquerda percebeu que, no Brasil, quem controla o Estado controla a realidade. Em vez de uma revolução armada (que o Estamento esmagaria), eles realizaram uma ocupação cultural. O Estamento, que antes era "neutro" ou de direita, tornou-se o braço executor da ideologia de esquerda.

2. O Estamento como "Príncipe Moderno"

Gramsci chamava o Partido de "O Moderno Príncipe" (em alusão a Maquiavel). Olavo adaptou isso dizendo que o Partido no Brasil fundiu-se ao Estamento de Faoro.

  • A corrupção (patrimonialismo) deixou de ser apenas "ganância individual" para se tornar projeto de poder.

  • O dinheiro desviado das estatais ou dos esquemas de combustíveis (como os que discutimos na Operação Carbono Oculto) não serviria apenas para enriquecer o político, mas para financiar a manutenção da hegemonia cultural e política.

3. O Falso Conflito

Olavo usava essa base para criticar a oposição liberal e a mídia:

  • Para ele, quando a mídia criticava a corrupção de um político, ela estava apenas apontando uma falha no "patrimonialismo", mas ignorava que aquele político era parte de uma engrenagem gramsciana muito maior.

  • Ele dizia que os liberais brasileiros tentavam lutar contra o Estamento usando "regras de mercado", enquanto o Estamento usava "regras de guerra cultural".


O "Mecanismo" (Conceito Popularizado)

Embora o termo "Mecanismo" tenha ficado famoso com a série da Netflix sobre a Lava Jato, Olavo já descrevia isso décadas antes unindo esses dois autores:

ElementoOrigem em FaoroUso Gramsciano (segundo Olavo)
PoderO Estado é o dono de tudo.O Partido controla o Estado para mudar a cultura.
EliteO Estamento (juízes, burocratas).O "Intelectual Orgânico" ocupando cargos públicos.
CapitalismoCapitalismo politicamente orientado.O empresário que financia a agenda de esquerda em troca de monopólios.

Conclusão de Olavo

A tese olavista era de que o Brasil só sairia desse ciclo se houvesse uma "destruição do Estamento" (via desestatização radical) aliada a uma "destruição da hegemonia cultural" (via educação paralela). Ele acreditava que Faoro diagnosticou a doença (o Estado inchado), mas Gramsci forneceu o veneno que a tornou letal.

fonte: Gemini Google.




 

 

 
 
Obrigado pela visita, volte sempre. Se você observar que a postagem, vídeo ou slidshre está com erro entre em contato.

Hoje é o dia do Transcendental aparecimento de Sri Advaita Acharya jejum até maio dia 25/01/2026 domingo.

Advaita Acharya (c. 1434–1559) foi uma figura central no Vaishnavismo Gaudiya, considerado uma encarnação combinada de Maha-Vishnu e Sadashiva (Shiva). Ele é venerado como um dos principais associados de Chaitanya Mahaprabhu e é fundamental na teologia Gaudiya, sendo um dos cinco membros do Pancha Tattva. 
Aqui estão os pontos principais sobre ele:
  • O Chamado para o Senhor: Devido à degradação espiritual na era de Kali (Kali-yuga),

    Advaita Acharya sentiu-se comovido pela condição das pessoas e clamou intensamente pelo Senhor. Ele adorou o Senhor com água do Ganges e folhas de tulasi, implorando que Chaitanya Mahaprabhu descesse à Terra para propagar o sankirtana (canto congregacional).
  • Aparência e Vida: Ele nasceu em Nabagram, Bangladesh, em 1434, cerca de 50 anos antes de Chaitanya Mahaprabhu, sendo muito mais velho que ele. Ele viveu a maior parte de sua vida em Shantipur, na atual Bengala Ocidental, com sua esposa Sita Devi e sua família.
  • Significado do Nome: "Advaita" significa "não-dual" (pois ele não é diferente do Senhor) e "Acharya" significa "preceptor" ou "professor" (pois ele ensinou o culto da devoção/bhakti).
  • Papel no Gaudiya Vaishnavismo: Ele era um grande estudioso e líder da comunidade vaishnava em Nabadwip antes da aparição de Chaitanya, ajudando a estabelecer as bases do Movimento Hare Krishna.
  • Relacionamento com Chaitanya: Embora fosse mais velho (similar à idade do pai de Chaitanya), ele se submeteu amorosamente como um servo de Chaitanya Mahaprabhu, reconhecendo-o como a Suprema Personalidade de Deus. 
Ele desapareceu no ano de 1559, vivendo aproximadamente 125 anos. 


Obrigado pela visita, volte sempre. Se você observar que a postagem, vídeo ou slidshre está com erro entre em contato.

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Master: delegados PF vê 'afronta em prerrogativas' de Toffoli | G1, João Maria Andarilho Utópico comenta.


Toffoli indica quais peritos vão poder analisar material do caso Master

Toffoli indica quais peritos vão poder analisar material do caso Master

A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) divulgou uma nota pública neste sábado (17) em que afirma que as determinações do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), para a Polícia Federal no caso do Banco Master mostram cenário "atípico" e implicam "afronta às prerrogativas".

"Tal cenário, de caráter manifestamente atípico, além de causar legítima perplexidade institucional, implica afronta às prerrogativas legalmente conferidas aos delegados de Polícia Federal para a condução técnica, imparcial e eficiente da investigação criminal, comprometendo, inclusive, a adequada e completa elucidação dos fatos em apuração", afirmou a ADPF.

A ADPF disse acompanhar com preocupação o andamento das investigações relacionadas ao banco. Embora não cite o nome de Toffoli diretamente, que relata o caso no Supremo, a entidade diz que há indícios de que prerrogativas legais dos delegados responsáveis pelo caso estejam sendo mitigadas por decisões judiciais no âmbito do STF.

"No caso em referência, contudo, há notícias de que decisões judiciais vêm determinando a realização de acareações, prazos exíguos para buscas e apreensões, bem como para inquirições, à margem do planejamento investigativo estabelecido pela autoridade policial", afirmou a entidade.
Dias Toffoli rejeitou recurso do Banco Central e manteve urgência na acareação do caso Master — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
1 de 1 Dias Toffoli rejeitou recurso do Banco Central e manteve urgência na acareação do caso Master — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Dias Toffoli rejeitou recurso do Banco Central e manteve urgência na acareação do caso Master — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

"Ademais, registra-se a existência de determinações judiciais relativas à lacração de objetos apreendidos, ao encaminhamento de materiais para outros órgãos e, ainda, à escolha nominal de peritos para a realização de exames periciais, providências que destoam dos protocolos institucionais da Polícia Federal", continua a ADPF.

A associação afirma que, ao longo de décadas, a cooperação entre as duas instituições resultou em investigações com desfechos considerados relevantes, sempre a partir da observância das atribuições constitucionais e legais de cada órgão.

Segundo a ADPF, os ministros do STF exercem a jurisdição constitucional, enquanto os delegados federais são responsáveis pela condução das investigações, conforme a Constituição.

Na nota, a entidade destaca que as investigações da Polícia Federal seguem metodologia própria, baseada em protocolos técnicos, planejamento estratégico e encadeamento lógico dos atos investigativos.

Segundo o texto, decisões sobre técnicas de apuração, prazos e diligências levam em conta critérios de oportunidade, adequação e preservação da cadeia de custódia, com produção de provas de forma progressiva.

Ao final do comunicado, a associação diz esperar que a PF e o STF restabeleçam uma atuação institucional considerada harmônica e cooperativa, baseada em limites previstos no ordenamento jurídico.

Toffoli e o Master

A atuaçao de Toffoli no caso do Banco Master começou quando o ministro decidiu levar para o STF todas as decisões relacionadas à investigaçãoQualquer diligência da PF que dependa de autorização judicial passou a ter de ser submetida diretamente a ele, mesmo em investigações que inicialmente tramitavam na primeira instância.

A decisão foi tomada após pedido das defesas de diretores do banco, que alegaram a existência de possíveis pessoas com foro privilegiado citadas nos autos. A decisão atingiu inclusive apurações que não envolviam autoridades com foro especial.

Imposição de sigilo amplo sobre o processo

Toffoli decretou sigilo sobre o conteúdo e a tramitação do caso no STF. Com isso, atos processuais, despachos e decisões passaram a não ser acessíveis ao público e, em alguns momentos, nem mesmo visíveis nos sistemas de consulta processual.

Determinação de acareações durante a fase inicial da apuração

Toffoli determinou a realização de acareações entre investigados e autoridades envolvidas no caso. A medida foi tomada ainda em fase preliminar da investigação, antes da conclusão de oitivas e perícias pela Polícia Federal.

Acareações costumam ocorrer em fases posteriores do processo penal, quando já há versões conflitantes estabelecidas, o que gerou estranhamento entre investigadores e especialistas.

Decisão sobre guarda do material apreendido

Inicialmente, Toffoli determinou que todo o material apreendido pela Polícia Federal em novas fases da investigação fosse encaminhado diretamente ao STF.



Obrigado pela visita, volte sempre. Se você observar que a postagem, vídeo ou slidshre está com erro entre em contato.

Teoria do Cisne Negro por João Maria andarilho utópico



A Teoria do Cisne Negro, de Nassim Nicholas Talebdescreve eventos raros, imprevisíveis e de impacto massivo que mudam o curso da história, finanças ou tecnologia, sendo racionalizados apenas em retrospectiva, como os ataques de 11 de Setembro ou a pandemia de COVID-19, destacando nossa dificuldade em prever o imprevisto e a necessidade de sermos robustos ao invés de apenas prever. 
Origem do Nome:
  • Vem de uma crença antiga de que todos os cisnes eram brancos. A descoberta de cisnes negros na Austrália, por volta de 1697, invalidou essa crença, mostrando que algo aparentemente impossível pode existir. 
Características de um Cisne Negro:
  1. Imprevisibilidade: Ocorre fora das expectativas normais e é extremamente raro.
  2. Impacto Severo: Tem consequências monumentais e desproporcionais em escala global ou pessoal.
  3. Retrospectiva: Após o evento, as pessoas criam explicações que o fazem parecer previsível (viés retrospectivo). 
Exemplos:
  • A ascensão da internet e do Google, a crise financeira de 2008, o 11 de Setembro, e a pandemia de COVID-19. 
Implicações e Como Lidar:
  • Foco na Robustez: Em vez de tentar prever o imprevisível, devemos construir sistemas (financeiros, pessoais) que resistam a choques inesperados, sendo resilientes e adaptáveis.
  • Aceitar a Incerteza: Reconhecer que o desconhecido tem um papel enorme e que nossas certezas são limitadas.
  • Mente Aberta: Explorar diferentes áreas do conhecimento para ter uma visão mais ampla e estar preparado para o inesperado. 


4 de fevereiro de 2011 No cinema | 1h 43min | Drama, Suspense
Direção: Darren Aronofsky | Roteiro Mark Heyman, John J. McLaughlin
Elenco: Natalie Portman, Mila Kunis, Vincent Cassel
Título original Black Swan

Sinopse

Beth MacIntyre (Winona Ryder), a primeira bailarina de uma companhia, está prestes a se aposentar. O posto fica com Nina (Natalie Portman), mas ela possui sérios problemas pessoais, especialmente com sua mãe (Barbara Hershey). Pressionada por Thomas Leroy (Vincent Cassel), um exigente diretor artístico, ela passa a enxergar uma concorrência desleal vindo de suas colegas, em especial Lilly (Mila Kunis). Em meio a tudo isso, busca a perfeição nos ensaios para o maior desafio de sua carreira: interpretar a Rainha Cisne em uma adaptação de "O Lago dos Cisnes".

Obrigado pela visita, volte sempre. Se você observar que a postagem, vídeo ou slidshre está com erro entre em contato.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Marx Vs Proudhon – Como prevaleceu o que havia de pior na Esquerda - Instituto Rothbard Brasil


Por Erik von Kuehnelt-Leddihn -04/02/20190


O fourierismo na França foi ofuscado pelo surgimento de um homem com uma mente socialista muito mais clara e profunda que por sua vez, infelizmente para nós, foi suplantado por Karl Marx – Pierre Joseph Proudhon, que como Fourier era oriundo de Besançon. O pai de Fourier era um lojista com algumas posses. Enquanto que o pai de Proudhon vinha de um ambiente “proletário”. Não obstante, Pierre Joseph conseguiu obter uma boa educação em um collège onde aprendeu latim e grego e posteriormente hebraico. Ele logo perdeu sua Fé, sendo influenciado por ideias socialistas, mas se revoltou contra as especulações e profecias malucas de Fourier e seu discípulo Considérant, os quais ele atacou em panfletos. Ele se tornou o primeiro pensador socialista metódico e científico, porém, ao contrário de seu feroz oponente, Karl Marx, sempre manteve – mesmo em seu “ateísmo” – uma certa perspectiva humana e metafísica. Ele era, de certo modo, um ateu atormentado por dúvidas, e na parte final de sua vida ele lutou ferozmente contra o fanatismo dos inimigos das religiões. Seu socialismo era “distributivista” ao invés de coletivista; a palavra chave de seu pensamento econômico é “mutualismo”. Ele era completamente contra o liberalismo econômico porque ele temia a grandeza, a concentração de riqueza, empresas colossais, porém ele era igualmente inimigo do estado centralizado onipotente que figura como a base fundamental em todo pensamento esquerdista.

Nos numerosos livros e panfletos de Proudhon encontramos noções e ideias que qualquer verdadeiro defensor da liberdade ou qualquer conservador poderia subscrever, mas que realmente são parte integrante do “arsenal” do pensamento direitista. Ele verdadeiramente pertencia àquela não muito rara categoria de teóricos que, se tivesse os contatos certos, os amigos certos e o ambiente certo, poderia ter superado o magnetismo da esquerda.

Em seu Confessions of a Revolutionary Proudhon diz que “é surpreendente observar o quão frequentemente temos nossas questões políticas complicadas pela teologia”[1] e de fato ele nunca se divorciou completamente de uma perspectiva teológica. Ele sempre permaneceu um antiestatista íntegro e naturalmente um antidemocrata convicto. É significativo que um dos principais teólogos católicos contemporâneos, Henri de Lubac S. J., dedicou um estudo profundo a ele: Proudhon et le christianisme. Constantin Frantz, o grande conservador alemão, não conseguiu esconder sua admiração por Proudhon, porém lamentou que ele tenha que ter citado um “radical francês” porque a Alemanha, o país clássico dos pensadores, havia se tornado intelectualmente estéril. Proudhon, no entanto, continuou convicto de que a França era a nação da “mediocridade dourada”.

Deixe-me apenas citar algumas passagens para ao menos dar uma vaga ideia da parte do pensamento de Proudhon que estava fadada ao conflito com a perspectiva socialista posterior que era ditatorial, centralizadora e “democrática”.

“A Revolução de Fevereiro substituiu o sistema de voto por “classes”[2]: o puritanismo democrático ainda não estava satisfeito. Alguns queriam que o voto fosse dado as crianças e mulheres. Outros protestaram contra a exclusão dos inadimplentes, infratores libertados e prisioneiros. Não dá para entender como não demandaram a inclusão de cavalos e burros.”

“A democracia é a ideia do estado sem limitações.”

“Dinheiro, dinheiro, sempre dinheiro – esta é a cruz (le nerf) da democracia.”

“Democracia não é nada além da tirania das maiorias, a tirania mais execrável de todas porque ela não se baseia nem na autoridade de uma religião, nem na nobreza da raça e nem nas prerrogativas dos dons ou da propriedade. Sua fundamentação são números e sua máscara é o nome do povo.”

“Democracia é uma aristocracia dos medíocres.”

“Autoridade, que na monarquia é o princípio da atividade governamental, é na democracia o objetivo do governo”

“O povo, graças a sua inferioridade e miséria, sempre irá formar o exército da liberdade e do progresso – mas devido a ignorância e rudimentariedade de seus instintos, como resultado da urgência de suas necessidades e a impaciência de seus desejos, tende em direção a formas simples de autoridade. O que ele busca não são, de maneira alguma, garantias legais das quais ele não possui noções concretas e nem quaisquer realizações de seu poder. . . ele tem fé em um líder cujas intenções são conhecidas. . . Para este líder ele concede autoridade sem limites e poder irresistível. . . O povo não acredita em princípios que por si só poderiam salva-lo: lhe falta a ‘religião de ideias’.”

“Democracia é, na verdade, essencialmente militarista.”

“Todo estado é por sua própria natureza expansionista.”

“Entregues à própria sorte ou levados por uma tribuna, as massas nunca conseguirão nada. Elas têm os olhos voltados para o passado. Nenhuma tradição é formada entre elas. . . . sobre política não entendem nada além de intrigas, sobre o governo somente desperdício e força pura; de justiça apenas acusações; de liberdade somente a construção de ídolos que são destruídos no dia seguinte. A ascensão da democracia deu início à uma era de atraso que irá levar a nação e o estado à morte.”

“Aceite como um homem a situação que você se encontra e se convença de uma vez por todas que o mais feliz dos homens é aquele que sabe melhor como ser pobre.”

“Minha opinião sobre a família não é como a do Direito Romano antigo. O pai da família é para mim um soberano. . . . Considero todos nossos sonhos sobre a emancipação das mulheres destrutivos e estúpidos.”

“Quando dizemos ‘o Povo’ sempre queremos dizer inevitavelmente a parte menos progressiva da sociedade, a mais ignorante, a mais covarde, a mais ingrata.”

“Se democracia é razão, então ela deveria representar primeiramente demopédia, ‘educação do povo’.”

“O século XX dará início à um período de federação ou a humanidade entrará em um purgatório de mil anos.”

Portanto, não deve ser surpresa nenhuma que este homem do povo, em grande parte um autodidata mas que possuía uma certa sabedoria popular, estava fadado ao conflito com outro homem cuja mente se encontrava bizarramente divorciada da realidade, uma pessoa cheia de ódio, um ilusionista, mas ao mesmo tempo um demagogo habilidoso – Karl Marx. Estes dois homens, mesmo que ambos tivessem uma reivindicação genuína ao rótulo de “socialista”, eram temperamentalmente polos opostos.

Proudhon, apesar de seu anticlericalismo (que foi diminuindo conforme foi envelhecendo) era profundamente imbuído de princípios morais cristãos. Ele levou uma vida exemplar extremamente pura e de estudos e se sacrificou por suas ideias, sempre guiado por sentimentos profundos e verdadeiros.

Um livro que ele publicou em 1846, Système des contradictions economiques ou Philosophie de la misère, foi o motivo do confronto com Marx. A burguesia de Trier atacou furiosamente Proudhon em um texto agressivo, La Misère de la Philosophie. Ainda que Proudhon e Marx sonhassem com um “desaparecimento do estado”, Marx via a realização de suas ideias através de meios revolucionários, através do uso da força bruta, através da “ditadura do proletariado”. Proudhon, por outro lado, era um “evolucionista”: A ordem correta das coisas deveria ser descoberta, não arbitrariamente planejada. O socialismo deveria surgir gradualmente, em estágios, sem revoltas, através da persuasão: Deveria abranger o globo através de adesão voluntária e finalmente unir a humanidade não sob um superestado centralizador, mas em um sistema federativo, através de federações profundamente enraizadas nos costumes, instituições e tradições locais. O padre de Lubac destaca o apego sentimental de Proudhon ao lugar da França que ele nasceu e cresceu – o Franche Comtè que ficou sob o domínio espanhol por muito tempo e onde os sentimentos de liberdade individual eram particularmente fortes.

Quando veio o feroz e talvez inesperado ataque de Marx, Proudhon não respondeu. Este homem nobre e sensível provavelmente considerou que fosse abaixo de sua dignidade reagir àquele texto grosseiro. Embora Proudhon pudesse ter despertado níveis maiores de paixões, embora fosse ele quem cunhou o termo “socialismo científico”, ele era desprovido do dogmatismo amargurado irredutível de Karl Marx. Se Proudhon tivesse mantido a liderança do movimento socialista, teria dado a ele um caráter mais anárquico e “personalista”, uma maior humanidade e plasticidade. O mundo ocidental teria lidado com ele com mais facilidade. Ao invés disso Karl Marx prevaleceu com seu monasticismo secular rígido destinado a afundar a civilização em uma miséria abismal. Daniel Halévy escreveu bem acertadamente que, “Havia um espaço para um grande diálogo entre dois homens: Marx, o protagonista da revolução das massas proletárias, e Proudhon, o defensor da revolução personalista. O diálogo afundou e Marx é o responsável por isso, porque o tom que ele deu logo no início impossibilitou a aguardada discussão”.

Tradução de Fernando Chiocca

_________________________

Notas

[1] Cf. J. P. Proudhon, Les confessions d’un revolutionnaire (Paris, 1849), p. 61. Repetidas vezes Proudhon abordou o problema da existência de Deus e defendeu calorosamente a posição católica contra Feuerbach. Cf. Daniel Halévy, “Proudhon d’ après ses carnets inédits (1843-1847),” Hier et Demain (Paris: Sequana, 1944), no. 9, pp. 26-27

[2] O voto por classes baseando-se em graus de educação, tributação ou rendimentos continuou na Europa pelo começo do século XX. A Áustria, por exemplo, introduziu o sistema de um-homem-um-voto somente em 1907, porém, ainda antes da Grã-Bretanha. A Rodésia independente, timocrata e não democrata, tem duas “classes” (“listas”). Cf. State of Rhodesia, Democracy and the Constitution (Salisbury: Fact Papers, 1966), no. 8. (A nova constituição de 1970 não é basicamente diferente). George Bernard Shaw, um fabiano que tem seus momentos de genialidade, disse, “Não vejo como superar esta dificuldade enquanto nossos democratas insistirem em assumir que o Sr. Homem Comum seja onisciente e também ubíquo, e se recusem a considerar o sufrágio à luz da realidade do senso comum. Quanto controle do governo o Sr. Homem Comum precisa para se proteger da tirania? Quanto ele é capaz de exercer sem se arruinar e destruir a civilização? Penso que não . . . .” “É uma questão de história natural simples que humanos variam muito em competência política. Eles variam não apenas de indivíduo para indivíduo, mas também de idade para idade no mesmo indivíduo. Diante deste fato evidente é estupidez seguir fingindo que a voz do povo é a voz de Deus. Quando Voltaire disse que o Sr. Todo Mundo era mais sábio que o Sr. Qualquer Um ele nunca havia visto o sufrágio adulto em ação. Todo tipo de gente forma o mundo, e para a civilização se manter alguns desses tipos devem ser mortos como cães raivosos enquanto outros devem ser colocados no comando do estado. Até que as diferenças sejam classificadas não podemos ter um sufrágio científico, e sem um sufrágio científico toda tentativa de democracia irá se autoderrotar como sempre se autoderrotou.” (Cf. seu  Everybody’s Political What’s What, London, 1944, pp. 45-46.) Enquanto essas linhas estão sendo escritas, o socialismo britânico, em nome dos potentados africanos, ainda tenta governar economicamente a Rodésia para impor o sistema de um-homem-um-voto. Pouco importa que aqueles que mais irão sofrer com o embargo (que conta com a participação de assassinos totalitários de diversos continentes) são precisamente as pessoas pelas quais se está beneficiando a Rodésia, o elementos mais carentes economicamente da Rodésia, os africanos. O esquerdistas quase sempre são cruéis e irão sacrificar tudo e todos por suas ideias fixas.

Erik von Kuehnelt-Leddihn
(1909-1999) pertencia a nobreza austríaca e foi um teórico político-social que se rotulava como um inimigo de todas as formas de totalitarismo e um “ultraconservador liberal de extrema direita”. Considerado uma “Enciclopédia Ambulante”, possuía profundo conhecimento de humanidades e era um poliglota fluente em 8 idiomas e capaz de ler outros 17.



Obrigado pela visita, volte sempre. Se você observar que a postagem, vídeo ou slidshre está com erro entre em contato.

sábado, 10 de janeiro de 2026

Isabel Veloso descansa em paz. João maria andarilho






Isabel Veloso, influenciadora que tornou pública sua luta contra o câncer nos últimos anos, morreu neste sábado, 10, aos 19 anos de idade. Em entrevista ao podcast Inteligência Ltda., em dezembro de 2024, ela chegou a deixar um conselho aos fãs a respeito de sua eventual morte.há 4 horas


Obrigado pela visita, volte sempre. Se você observar que a postagem, vídeo ou slidshre está com erro entre em contato.

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Banco Master, TCU, BC e o que vai acontecer? Chega mais vem com nois

Na hierarquia institucional brasileira, definida pela Constituição Federal, nem o Tribunal de Contas da União (TCU) nem o Banco Central do Brasil (BCB) é superior ao outro. Ambos são instituições independentes, com autonomias específicas, e não há subordinação direta entre eles.
  • O TCU atua como órgão auxiliar do Poder Legislativo (art. 70 e 71 da CF), responsável pelo controle externo da administração pública federal, incluindo fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial de autarquias como o BCB.
  • O Banco Central possui autonomia técnica, operacional e financeira (reforçada pela Lei Complementar 179/2021), executando políticas monetárias e supervisionando o sistema financeiro, sem subordinação hierárquica a outros órgãos do Executivo ou Legislativo.
O TCU pode fiscalizar o BCB quanto à legalidade, legitimidade e economicidade de seus atos administrativos (como uso de recursos públicos), mas não interfere no mérito técnico de decisões regulatórias ou prudenciais (ex.: intervenção em bancos ou política monetária). Isso ocorre porque o TCU exerce controle de "segunda ordem": verifica o "como" (procedimentos e motivação), mas não o "se" (decisões discricionárias técnicas).Essa relação gera debates institucionais, como no caso recente da liquidação do Banco Master (2025-2026), onde o TCU realizou inspeções no BCB para analisar documentos e procedimentos, mas reconheceu explicitamente que não pode substituir o juízo técnico do Banco Central. O BCB, por sua vez, defende sua autonomia operacional, e analistas alertam que excessos na fiscalização poderiam criar precedentes de interferência política.Em resumo: são instituições paralelas, com o TCU tendo poder de fiscalização limitada (sem superioridade hierárquica), e o BCB preservando independência em suas funções-fim. Não há "superior" na estrutura constitucional; há equilíbrio entre controle externo e autonomia técnica.
Aqui estão as principais fontes que embasam as afirmações do texto sobre a relação entre TCU e Banco Central do Brasil (BCB), incluindo a hierarquia constitucional, competências de fiscalização e o caso recente da liquidação do Banco Master (2025-2026):Fontes Constitucionais e Legais PrimáriasConstituição Federal de 1988:Art. 70: Define a fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da União e entidades da administração direta/indireta (incluindo autarquias como o BCB).
Art. 71: Competências exclusivas do TCU, como auxiliar o Congresso no controle externo, apreciar contas e fiscalizar legalidade, legitimidade e economicidade, sem interferir no mérito técnico de atos discricionários.
Disponível em: Plano Nacional ou sites oficiais como o do STF/Planalto.
Lei Complementar nº 179/2021 (Autonomia do Banco Central):Art. 6º: Caracteriza o BCB como autarquia especial com ausência de subordinação hierárquica, autonomia técnica, operacional, administrativa e financeira.
Reforça que o BCB não está subordinado a ministérios ou outros órgãos, preservando independência em funções-fim (política monetária, supervisão financeira).
Texto integral: Site do Planalto.gov.br.
Fontes sobre Fiscalização do TCU sobre o BCBPortal do TCU (portal.tcu.gov.br):Seção "Competências do TCU": Explica arts. 70 e 71 da CF, confirmando fiscalização sobre autarquias federais, incluindo verificação de legalidade e economicidade, sem prejuízo à autonomia técnica.
Nota oficial do Presidente do TCU, Vital do Rêgo (05/01/2026):"Não paira qualquer dúvida sobre a competência do TCU para fiscalizar o BC [...] Nos arts. 70 e 71 da Constituição, o TCU é investido do controle externo [...] inclusive autarquias como o Banco Central. A fiscalização inclui a verificação da legalidade, legitimidade e economicidade [...] sem prejuízo da autonomia técnica e decisória do Banco Central."
Reportado em veículos como CNN Brasil e outros.
Jurisprudência e Doutrina:STF (ADI sobre LC 179/2021): Confirmou que autonomia do BCB não afasta controle externo pelo TCU (nem interno pela CGU).
Acórdãos do TCU: Reconhecem limites à fiscalização (não interfere em mérito técnico de decisões regulatórias/prudenciais).
Fontes sobre o Caso Banco Master (Liquidação em novembro/2025 e Inspeção TCU em 2025-2026)Decisão do TCU (despachos de janeiro/2026, ministros Vital do Rêgo e Jhonatan de Jesus):Autorização de inspeção in loco no BCB para analisar documentos e procedimentos da liquidação extrajudicial do Banco Master, focando em legalidade, motivação e proporcionalidade.
TCU reconhece que não pode substituir juízo técnico do BCB, mas verifica "como" as decisões foram tomadas.
Reportagens: CNN Brasil (05/01/2026), Seu Dinheiro, Folha de S.Paulo, InfoMoney.
Posição do BCB:Recorreu de decisão monocrática, defendendo autonomia operacional e questionando rito da inspeção.
Comunicados oficiais enfatizam que fiscalização não atinge mérito de intervenções/resoluções bancárias.
Análises Especializadas:Artigos em BM&C News e Conjur: TCU tem competência constitucional para fiscalizar, mas limite é o não ingresso no mérito técnico; excesso poderia gerar interferência indevida.
Essas fontes confirmam o equilíbrio descrito: o TCU exerce controle externo limitado (legalidade/procedimentos), sem superioridade hierárquica ou interferência no mérito técnico do BCB. O debate no caso Master ilustra tensões atuais, com o TCU reafirmando competência e o BCB defendendo autonomia. Se precisar de links específicos ou trechos adicionais, é só pedir!
Fonte Grok

Hoje é dia do sagrado Amalaki Ekadasi dia 27/02/26 sexta-feira explicando e lendo

Obrigado pela visita, volte sempre. Se você observar que a postagem, vídeo ou slidshre está com erro entre em contato.