Pular para o conteúdo principal

Distinção entre Testar, Medir e Avaliar. (meus artigos).


Há, algumas semanas atrás fiz uma enquete aqui em meu blog, sobre a distinção entre testar, medir e avaliar ( esta ilustração acima é a capa do livro). Veja o resultado. Ela foi realizada em 3 dias, e participaram 14 pessoas.

Você sabe a distinção entre avaliar, testar e medir?

sim
6 (42%)
não
8 (57%)

Veja abaixo um artigo sobre este tema, tão importante para o futuro pedagogo/a (como eu) e futuros professores.

Distinção entre Testar, Medir e Avaliar

Durante um certo tempo, o termo avaliar foi usado como sinônimo de medir. Isso aconteceu pricinpalmente na década de 40 devido ao aperfeiçoamento dos instrumentos de medida em educação, incluindo o grande impulso dado à elaboração de testes. Mas essa abordagem, que identificava avaliação com medida, logo deixou transparecer sua limitação; é que nem todos os aspectos da educação podem ser medidos.


A partir de 1960, o termo avaliação tornou a aparecer com destaque na literatura especializada, assumindo novas dimenções. Isso se deveu, principalmente, aos grupos de estudo que foram organizados nos Estados Unidos, nessa década, para elaborar e avaliar novos programas educacionais. Portanto, o termo "avaliar" voltou a destacar-se, primeiramente, na esfera da avaliação de currículo, expandindo-se depois para as demais áreas, como é o caso da avaliação do processo ensino- aprendizagem.
Afinal, qual a difrença entre esses três termos; testar, medir e avaliar?

Testar: significa submeter a um teste ou experiência, isto é, consiste em verificar o desempenho de alguém ou alguma coisa (um material, uma máquina etc.), através de situações previamente organizadas, chamadas testes. Atualmente, estes testes são empregados em larga escala na educação. Mas os educadores devem ter em mente os limites de sua utilização, pois nem todos os resultados do ensino podem ser medidos ou averiguados através de testes.

Há várias "espécies de comportamento desejado que representam objetivos educacionais e que não são facilmente avaliadas mediante testes com lápis e papel. Por exemplo, um objetivo como o ajustamento pessoal-social é avaliado com mais facilidade e de maneira mais válida pela observação de crianças em situações que envolvam relações sociais". (Ralph W. Tyler, Princípios básicos de currículoe ensino, p. 100).


Medir: significa determinar a quantidade, a extensão ou o grau de alguma coisa, tendo por base um sistema de unidades convencionais. na nossa vida diária estamos constantemente usando unidades medidas, tais como o metro, o litro, unidades de tempo (horas, minutos, segundos, meses, anos) etc. O resultado de uma medida é expresso em números, daí a sua objetividade e exatidão. A medida se refere sempre ao aspecto quantitativo do fênomeno a ser descrito. O teste é apenas um dentre os diversos instrumentos de mensuração existentes. No entanto, devido à sua objevitividade e praticidade, ele é um dos recursos de medida mais utilizados em educação.

"Mas, tal como os testes foram considerados insuficientes, assim também as medidas de um modo geral passaram a não satisfazer como instrumentos de verificação de aprendizagem, e por uma razão muito simples: nem todas as conseqüências educacionais são quantitativamente mensuráveis." ( Oyara Petersen Esteves, Testes, medidas e avaliação, p. 15).

Avaliar: é julgar ou fazer a apreciação de alguém ou alguma coisa, tendo como base uma escala de valores. Assim sendo, a avaliação consiste na coleta de dados quantitativos qualitativos e na interpretação desses resultados com base em citérios previamente definidos. Portanto, não é suficinete testar e medir, pois os resultados obtidos através desses instrumentos devem ser interpretados em termos de avaliação. podemos dizer que, enquanto a mesnsuração é, basicamente, um processo um processo descritivo(pois consiste em descrever quantitativamente
um fenômeno), a avaliação é um processo interpretativo (pois consiste num julgamento tendo como base padrões e critérios). Do ponto dde vista educacional, quando se fala apenas em testar e medir. a ênfase recai na aquisição de conhecimentos ou aptidões especifícas. Quando usamos o termo avaliar, porém, estamos nos referindo não apenas aos aspectos quantitativos da aprendizagem, mas também aos aspectos qualitativos, abrangendotanto a aquisição de conhecimentos e informações decorrentes dos conteúdos curriculares quanto as habilidades, interesses, atitudes, hábitos de estudos e ajustamento pessoal e social.
Portanto, esses três termos não são sinônimos, embora seus respectivos significados se justaponham. Na verdade, essesconceitos se completam, pois são diferentes no que se refere à sua significação. Medir é um termo mais amplo que testar, pois os testes constituem uma das formas de medida. Enquanto isso, avaliar apresenta um conceito mais abangente do que os outros dois, pois inclui a utilização tanto de instrumentos quantitativos como de dados qualitativos.



Tente fazer um mapa conceitual destes termos e suas distinções. E muito obrigado por sua visita.

Este artigo foi extraido, do livro de,

HAYDT, Regina Cazaux. Avaliação do Processo de Esnsino-Aprendizagem. São Paulo: Ática, 1988. p. 8-10.

Quer saber mais?
http://www.eduquenet.net/aprendiz.htm
http://www.icpg.com.br/artigos/rev01-08.pdf

Obrigado por sua visita, volte sempre.


pegue a sua no TemplatesdaLua.com

Postagens mais visitadas deste blog

Carta de intenção Especialização: MODELOS DE CARTAS DE INTENÇÕES

A carta de intenção deve ser endereçada a coordenação do curso de especialização de interesse do candidato enfatizando os seguintes pontos: 

1) Identificação do candidato: Nome e formação universitária. 
2) Breve introdução sobre conhecimentos relacionados ao curso. 
3) Experiência acadêmica ou profissional na área de abrangência do curso, se houver. 
4) Interesse pessoal do candidato na área. 
5) Possibilidades de aproveitamento do curso em sua atuação profissional. 
6) Expectativas em relação ao curso. 

Obs.: A carta deve ser desenvolvida em no máximo 30 linhas. 

Estas regras eu não acredito que tenham que ser seguidas a risca. Vai do bom senso. 
O candidato deverá elaborar um documento, tendo no máximo duas laudas, escrito em Arial (tamanho 12) e espaço 1,5 entre as linhas >> 
A Carta de Intenção deverá conter as seguintes informações: 
1-Os motivos de ordem profissional e intelectual que o motivaram a candidatar-se, e qual a sua perspectiva com relação ao curso. 
2-Experiência acadêmica…

Planos de Aula: Educação Física de 1ª à 4ª série do ensino fundamental.

Planos de Aula
CONTEXTUALIZAÇÃO Para que se compreenda o momento atual da Educação Física é necessário considerar suas origens no contexto brasileiro, abordando as principais influências que marcaram e caracterizaram esta disciplina e os rumos que se delinearam. No passado a Educação Física esteve estreitamente vinculada às instituições militares e à classe médica. Esses vínculos foram determinantes, tanto no que diz respeito à concepção da disciplina e suas finalidades quanto ao seu campo de atuação e à forma de ser ensinada. Por suas origens militares e por seu atrelamento quase servil aos mecanismos de manutenção vigente na história brasileira, tanto a prática como a reflexão teórica no campo da Educação Física, restringiram os conceitos de corpo e movimento (fundamentos de seu trabalho) aos seus aspectos fisiológicos e técnicos. Atualmente, a análise crítica e a busca de superação dessa concepção apontam a necessidade de que, além daque…

Gêneros Orais e escritos na escola” DOLZ , J. e SCHNEUWLY, B. (resumo)

Gêneros e Progressão em Expressão Oral e Escrita. Elementos para reflexões sobre uma experiência suíça (francófona). In “Gêneros Orais e escritos na escola”DOLZ , J. e SCHNEUWLY, B.
Este livro reúne um conjunto de nove artigos de Schneuwly, Dolz e colaboradores, traduzidos e organizados por Rojo e Cordeiro, cuja análise centra-se no texto como “a base do ensino-aprendizagem de língua portuguesa.” (p.7).
1 - Apresentação: Gêneros Orais e Escritos como objetos de ensino: modo de pensar, modo de fazer. Foi na década de 1980, no Brasil, que estudos e práticas pedagógicas começaram a serem desenvolvidas tendo o texto como fundamento. De lá para cá, o texto, na maioria das vezes, vem sendo tomado como um objeto empírico através do qual se efetivam práticas de leitura, análise lingüística e produção de textos. Inserindo-se no rol de estudiosos do tema que criticam essa abordagem limitada do uso do texto, as organizadoras esclarecem que, a partir do século XXI, novas pesquisadas vêm sendo produz…