sábado, 17 de outubro de 2026

Estados Unidos e o Brasil perante a Nova Ordem . Escudo das Américas e a Doutrina Monroe do Século XIX entenda o que esta acontecendo.












A Doutrina Monroe é um princípio da política externa dos Estados Unidos anunciado em 2 de dezembro de 1823 pelo presidente James Monroe. [1]
O Lema e os Três Pontos Originais
    Retrato de James Monroe
  • Lema: "A América para os americanos".
  • Não recolonização: Rejeição de qualquer nova tentativa das potências europeias de criar colônias no continente americano.
  • Não intervenção europeia: Proibição de interferência da Europa nos assuntos dos países recém-independentes da América.
  • Não intervenção americana: Promessa de que os Estados Unidos não se envolveriam em conflitos internos ou guerras exclusivamente europeias. [1, 2, 3, 4, 5]

Contexto Histórico
  • Independências na América: Foi criada no período em que várias nações latino-但在 lutavam ou consolidavam suas independências em relação a Espanha e Portugal. [1, 2]
  • Temor da Santa Aliança: Havia o receio de que a Santa Aliança (aliança monárquica europeia pós-guerras napoleônicas) tentasse recolonizar a América Latina. [1, 2]
  • Fragilidade inicial: No início do século XIX, os EUA ainda eram militarmente frágeis e a doutrina funcionava mais como um discurso político respaldado na prática pela marinha britânica. [1, 2]

Evolução e Caráter Imperialista
  • Mudança no final do século XIX: Com o crescimento do poder econômico e militar dos EUA, a doutrina mudou de sentido, passando a justificar a intervenção direta dos norte-americanos na América Latina. [1, 2]
  • "Quintal dos EUA": O conceito virou base para anexações territoriais (como parte do México), intervenções militares no Caribe e na América Central, e a chamada "Diplomacia do Dólar". [1, 2, 3]

Relevância Atual
  • Contenção da China e debates contemporâneos: A Doutrina Monroe continua a ser invocada por estrategistas e governos dos EUA (incluindo menções recentes pela administração de Donald Trump em 2026) como justificativa para reafirmar a hegemonia no Hemisfério Ocidental, conter a influência econômica e tecnológica da China na região e lidar com questões de segurança de fronteiras e narcotráfico. [1, 2, 3, 4]


LIVROS 

Quais são os fatores e os atores históricos, políticos, ideológicos e econômicos que definem atualmente a dinâmica e a configuração do poder no mundo e qual a posição dos Estados Unidos da América no que é conhecido como Nova Ordem Mundial?

Essa é a pergunta que o cientista político russo Alexandre Dugin e o filósofo brasileiro Olavo de Carvalho procuram responder nesse debate, que atingiu momentos acalorados e polêmicos. Partindo de posições radicalmente diversas, cada autor esclarece como vê o atual conflito de interesses no plano internacional, elucidando quem são seus principais atores e quais as forças e objetivos envolvidos.

No final, os dois debatedores não chegam a um acordo e o grande vencedor é o leitor, que sai do debate com uma visão mais abrangente da política internacional e da luta pelo poder que está sendo travada para a formação da Nova Ordem Mundial.





A Livraria PHVox e o portal PHVox possuem diversos livros e publicações focados em geopolítica, relações internacionais e análise política, com destaque para obras de Paulo Henrique Araújo e outros autores associados. [1, 2, 3]
Principais livros de geopolítica e política relacionados à PHVox
  • O Foro de São Paulo e a Pátria Grande (por Paulo Henrique Araújo)
    Analisa a articulação de partidos e movimentos de esquerda na América Latina e seus impactos geopolíticos na região.
    [1, 2]
  • Os EUA e o Partido das Sombras (por Paulo Henrique Araújo e Ivan Kleber Fonseca)
    Examina a influência de estruturas de poder e bastidores da política externa norte-americana.
    [1, 2]
  • As bases revolucionárias da política moderna (por Paulo Henrique Araújo e José Carlos Sepúlveda da Fonseca)
    Aborda as origens históricas e ideológicas das transformações políticas contemporâneas.
    [1, 2]
  • As Mentiras em que acreditamos (por Jefrey Nyquist)
    Coletânea de artigos sobre geopolítica global, subversão, espionagem e as estratégias de longo prazo da Rússia e da China.
  • A Segunda Guerra Fria: Geopolítica e dimensão estratégica dos Estados Unidos (por Moniz Bandeira)
    Obra clássica sobre a disputa de poder na Eurásia, Oriente Médio e África do Norte após o fim da União Soviética.
  • Brasil insurgente: Primeira revolução do povão
    Discussão sobre as mudanças político-culturais e a dinâmica social recente do Brasil.
Você pode conferir os preços, descontos e novos títulos diretamente no catálogo da Livraria PHVox ou acompanhar os artigos no PHVox Geopolítica. [1, 2]

Os autores Heitor de Paola (frequentemente grafado e conhecido na internet como Heitor de Paula) e Olavo de Carvalho foram dois intelectuais brasileiros alinhados ao pensamento conservador e à análise da geopolítica anticomunista. Olavo de Carvalho, inclusive, elogiou publicamente o trabalho de Heitor de Paola pela precisão em suas análises sobre a transição revolucionária na América Latina. [1, 2, 3]
Abaixo estão as principais obras de cada um deles:
Livros de Heitor de Paola
Heitor de Paola é médico, psicanalista e comentarista político. Seus livros focam principalmente em geopolítica, no neocomunismo e nas estratégias de poder na América Latina: [1, 2, 3]
  • O Eixo do Mal Latino-Americano e a Nova Ordem Mundial: Sua obra mais conhecida. O livro faz um estudo aprofundado sobre o Foro de São Paulo, o neocomunismo e as estratégias políticas adotadas na América Latina no período pós-guerra. [1, 2]
  • Rumo ao Governo Mundial Totalitário: Analisa as dinâmicas globais de poder, soberania e as tentativas de centralização política internacional. [1]
  • Nota: Essas duas obras costumam ser comercializadas em conjunto no meio editorial conservador através do Combo Heitor de Paola na Editora Ecclesiae.

Principais Livros de Olavo de Carvalho
Olavo de Carvalho publicou mais de 40 livros ao longo de sua vida, divididos entre ensaios filosóficos, crítica cultural e artigos políticos: [1, 2]


Escudo das Américas – Wikipédia, a enciclopédia livre

O Escudo das Américas (em inglês: Shield of the Americas, em castelhano: Escudo de las Américas) é uma iniciativa multinacional de cooperação militar anunciada por Donald Trump durante uma cúpula com líderes de países de todo o Hemisfério Ocidental. O programa tem como objetivo coordenar esforços militares e de segurança entre as nações participantes para combater organizações criminosas transnacionais, particularmente cartéis de drogas que operam em todo o continente americano. Segundo Trump, a iniciativa — também descrita como a Coalizão Anticartéis das Américas — envolveria países participantes compartilhando inteligência e coordenando operações para localizar e desmantelar redes de cartéis. A coalizão permite que os Estados-membros solicitem assistência de parceiros, incluindo os Estados Unidos, para atingir infraestrutura de cartéis e rotas de tráfico.

Em 5 de março de 2026, Trump anunciou a criação do cargo de Enviado Especial dos Estados Unidos para o Escudo das Américas como parte da implementação da iniciativa. Kristi Noem foi nomeada a primeira enviada para o cargo.[1] O papel coordena a cooperação diplomática, de segurança e militar dos Estados Unidos com os países participantes e atua como principal ligação entre o Departamento de Estado dos Estados Unidos e os governos da coalizão.

Em 7 de março de 2026, Trump afirmou que representantes de 17 nações haviam aderido à aliança inicial, que se concentra no compromisso de utilizar capacidades militares para interromper e desmantelar organizações de cartéis e redes terroristas associadas. A iniciativa foi apresentada durante uma cúpula em Miami com a presença de líderes regionais, incluindo Javier Milei da Argentina, Nayib Bukele de El Salvador, Santiago Peña do Paraguai e outros representantes.[2][3]

História

Assinatura oficial da iniciativa Escudo das Américas

Em 7 de março de 2026, Trump assinou formalmente uma proclamação lançando a iniciativa Escudo das Américas, estabelecendo a Coalizão Anticartéis das Américas. A assinatura ocorreu durante a cúpula do Escudo das Américas no Trump National Doral Miami. A proclamação compromete os Estados Unidos e as nações participantes a coordenar esforços militares e de aplicação da lei para combater organizações criminosas transnacionais, particularmente cartéis de drogas. Entre os participantes estavam o secretário de Estado Marco Rubio, o secretário de Defesa Pete Hegseth, a enviada especial Kristi Noem, o secretário do Tesouro Scott Bessent, o secretário de Comércio Howard Lutnick e o representante comercial dos Estados Unidos Jamieson Greer.[4]

Países participantes

Representantes dos Estados Unidos e de vários países da América Central e do Sul, e do Caribe participaram da cúpula inaugural em Miami. Os países representados incluíram:

Líderes de Estado na Cúpula do Escudo das Américas

México, Brasil estiveram notavelmente ausentes da cúpula e não participaram da reunião inicial da iniciativa.

O presidente eleito do Chile, José Antonio Kast, e seu indicado para o cargo de Ministro da Defesa, Fernando Barros, participaram da reunião, mas não em caráter oficial, pois não puderam assinar o acordo legalmente, uma vez que o então governo do presidente Gabriel Boric não foi convidado nem representado.

Declarações sobre o México e a violência dos cartéis

Durante a cúpula, Trump criticou o papel dos cartéis de drogas mexicanos na violência regional e no crime organizado, chamando o México de “epicentro” da atividade dos cartéis no Hemisfério Ocidental. Ele afirmou que grande parte do tráfico de drogas e da violência relacionada a gangues na região tem origem no país.

Trump também criticou especificamente Claudia Sheinbaum, a atual presidente do México, sugerindo que sua administração não fez o suficiente para combater a influência dos cartéis. Ele enfatizou que os Estados Unidos tomariam medidas para proteger a segurança nacional, incluindo o fortalecimento da segurança na fronteira, a redução do tráfico de pessoas e a cooperação com parceiros regionais para atingir o crime organizado. Trump também pediu que os países participantes adotassem medidas domésticas mais rígidas de lei e ordem, particularmente contra gangues e o crime organizado, como parte de um esforço coordenado para combater redes de cartéis e a violência associada.[5]

Referências

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