- Lema: "A América para os americanos".
- Não recolonização: Rejeição de qualquer nova tentativa das potências europeias de criar colônias no continente americano.
- Não intervenção europeia: Proibição de interferência da Europa nos assuntos dos países recém-independentes da América.
- Não intervenção americana: Promessa de que os Estados Unidos não se envolveriam em conflitos internos ou guerras exclusivamente europeias. [1, 2, 3, 4, 5]
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| Retrato de James Monroe |
- Independências na América: Foi criada no período em que várias nações latino-但在 lutavam ou consolidavam suas independências em relação a Espanha e Portugal. [1, 2]
- Temor da Santa Aliança: Havia o receio de que a Santa Aliança (aliança monárquica europeia pós-guerras napoleônicas) tentasse recolonizar a América Latina. [1, 2]
- Fragilidade inicial: No início do século XIX, os EUA ainda eram militarmente frágeis e a doutrina funcionava mais como um discurso político respaldado na prática pela marinha britânica. [1, 2]
- Mudança no final do século XIX: Com o crescimento do poder econômico e militar dos EUA, a doutrina mudou de sentido, passando a justificar a intervenção direta dos norte-americanos na América Latina. [1, 2]
- "Quintal dos EUA": O conceito virou base para anexações territoriais (como parte do México), intervenções militares no Caribe e na América Central, e a chamada "Diplomacia do Dólar". [1, 2, 3]
- Contenção da China e debates contemporâneos: A Doutrina Monroe continua a ser invocada por estrategistas e governos dos EUA (incluindo menções recentes pela administração de Donald Trump em 2026) como justificativa para reafirmar a hegemonia no Hemisfério Ocidental, conter a influência econômica e tecnológica da China na região e lidar com questões de segurança de fronteiras e narcotráfico. [1, 2, 3, 4]
Quais são os fatores e os atores históricos, políticos, ideológicos e econômicos que definem atualmente a dinâmica e a configuração do poder no mundo e qual a posição dos Estados Unidos da América no que é conhecido como Nova Ordem Mundial?Essa é a pergunta que o cientista político russo Alexandre Dugin e o filósofo brasileiro Olavo de Carvalho procuram responder nesse debate, que atingiu momentos acalorados e polêmicos. Partindo de posições radicalmente diversas, cada autor esclarece como vê o atual conflito de interesses no plano internacional, elucidando quem são seus principais atores e quais as forças e objetivos envolvidos.
No final, os dois debatedores não chegam a um acordo e o grande vencedor é o leitor, que sai do debate com uma visão mais abrangente da política internacional e da luta pelo poder que está sendo travada para a formação da Nova Ordem Mundial.
- O Foro de São Paulo e a Pátria Grande (por Paulo Henrique Araújo)
Analisa a articulação de partidos e movimentos de esquerda na América Latina e seus impactos geopolíticos na região. [1, 2] - Os EUA e o Partido das Sombras (por Paulo Henrique Araújo e Ivan Kleber Fonseca)
Examina a influência de estruturas de poder e bastidores da política externa norte-americana. [1, 2] - As bases revolucionárias da política moderna (por Paulo Henrique Araújo e José Carlos Sepúlveda da Fonseca)
Aborda as origens históricas e ideológicas das transformações políticas contemporâneas. [1, 2] - As Mentiras em que acreditamos (por Jefrey Nyquist)
Coletânea de artigos sobre geopolítica global, subversão, espionagem e as estratégias de longo prazo da Rússia e da China. - A Segunda Guerra Fria: Geopolítica e dimensão estratégica dos Estados Unidos (por Moniz Bandeira)
Obra clássica sobre a disputa de poder na Eurásia, Oriente Médio e África do Norte após o fim da União Soviética. - Brasil insurgente: Primeira revolução do povão
Discussão sobre as mudanças político-culturais e a dinâmica social recente do Brasil.
- O Eixo do Mal Latino-Americano e a Nova Ordem Mundial: Sua obra mais conhecida. O livro faz um estudo aprofundado sobre o Foro de São Paulo, o neocomunismo e as estratégias políticas adotadas na América Latina no período pós-guerra. [1, 2]
- Rumo ao Governo Mundial Totalitário: Analisa as dinâmicas globais de poder, soberania e as tentativas de centralização política internacional. [1]
- Nota: Essas duas obras costumam ser comercializadas em conjunto no meio editorial conservador através do Combo Heitor de Paola na Editora Ecclesiae.
- O Mínimo que Você Precisa Saber para Não Ser um Idiota: Uma coletânea de artigos de jornal publicados entre 1997 e 2013 que se tornou seu maior sucesso comercial, servindo como porta de entrada para seu pensamento. [1]
- O Jardim das Aflições: Considerado por críticos e alunos como sua obra-prima filosófica. O ensaio aborda a história do Ocidente sob a perspectiva da ideia de Império e as constantes tentativas de sua reestruturação temporal.
- O Imbecil Coletivo: Atualidades Inculturais Brasileiras: Um clássico da crítica cultural brasileira dos anos 1990 que analisa o cenário intelectual, acadêmico e a mídia da época. [1]
- A Nova Era e a Revolução Cultural: Livro focado na análise do movimento New Age e na aplicação das teorias de hegemonia cultural de Antonio Gramsci. [1]
- Aristóteles em Nova Perspectiva: Uma obra mais técnica e voltada estritamente à história da filosofia, reavaliando a teoria dos quatro discursos do filósofo grego. [1, 2]
- O Essencial de Olavo de Carvalho: Uma coletânea que reúne os escritos e reflexões mais significativos de sua trajetória, abrangendo desde análises sobre a mentalidade revolucionária até a filosofia moderna. [1]
Escudo das Américas – Wikipédia, a enciclopédia livre
O Escudo das Américas (em inglês: Shield of the Americas, em castelhano: Escudo de las Américas) é uma iniciativa multinacional de cooperação militar anunciada por Donald Trump durante uma cúpula com líderes de países de todo o Hemisfério Ocidental. O programa tem como objetivo coordenar esforços militares e de segurança entre as nações participantes para combater organizações criminosas transnacionais, particularmente cartéis de drogas que operam em todo o continente americano. Segundo Trump, a iniciativa — também descrita como a Coalizão Anticartéis das Américas — envolveria países participantes compartilhando inteligência e coordenando operações para localizar e desmantelar redes de cartéis. A coalizão permite que os Estados-membros solicitem assistência de parceiros, incluindo os Estados Unidos, para atingir infraestrutura de cartéis e rotas de tráfico.
Em 5 de março de 2026, Trump anunciou a criação do cargo de Enviado Especial dos Estados Unidos para o Escudo das Américas como parte da implementação da iniciativa. Kristi Noem foi nomeada a primeira enviada para o cargo.[1] O papel coordena a cooperação diplomática, de segurança e militar dos Estados Unidos com os países participantes e atua como principal ligação entre o Departamento de Estado dos Estados Unidos e os governos da coalizão.
Em 7 de março de 2026, Trump afirmou que representantes de 17 nações haviam aderido à aliança inicial, que se concentra no compromisso de utilizar capacidades militares para interromper e desmantelar organizações de cartéis e redes terroristas associadas. A iniciativa foi apresentada durante uma cúpula em Miami com a presença de líderes regionais, incluindo Javier Milei da Argentina, Nayib Bukele de El Salvador, Santiago Peña do Paraguai e outros representantes.[2][3]
História
Assinatura oficial da iniciativa Escudo das Américas
Em 7 de março de 2026, Trump assinou formalmente uma proclamação lançando a iniciativa Escudo das Américas, estabelecendo a Coalizão Anticartéis das Américas. A assinatura ocorreu durante a cúpula do Escudo das Américas no Trump National Doral Miami. A proclamação compromete os Estados Unidos e as nações participantes a coordenar esforços militares e de aplicação da lei para combater organizações criminosas transnacionais, particularmente cartéis de drogas. Entre os participantes estavam o secretário de Estado Marco Rubio, o secretário de Defesa Pete Hegseth, a enviada especial Kristi Noem, o secretário do Tesouro Scott Bessent, o secretário de Comércio Howard Lutnick e o representante comercial dos Estados Unidos Jamieson Greer.[4]
Países participantes
Representantes dos Estados Unidos e de vários países da América Central e do Sul, e do Caribe participaram da cúpula inaugural em Miami. Os países representados incluíram:

México, Brasil estiveram notavelmente ausentes da cúpula e não participaram da reunião inicial da iniciativa.
O presidente eleito do Chile, José Antonio Kast, e seu indicado para o cargo de Ministro da Defesa, Fernando Barros, participaram da reunião, mas não em caráter oficial, pois não puderam assinar o acordo legalmente, uma vez que o então governo do presidente Gabriel Boric não foi convidado nem representado.
Declarações sobre o México e a violência dos cartéis
Durante a cúpula, Trump criticou o papel dos cartéis de drogas mexicanos na violência regional e no crime organizado, chamando o México de “epicentro” da atividade dos cartéis no Hemisfério Ocidental. Ele afirmou que grande parte do tráfico de drogas e da violência relacionada a gangues na região tem origem no país.
Trump também criticou especificamente Claudia Sheinbaum, a atual presidente do México, sugerindo que sua administração não fez o suficiente para combater a influência dos cartéis. Ele enfatizou que os Estados Unidos tomariam medidas para proteger a segurança nacional, incluindo o fortalecimento da segurança na fronteira, a redução do tráfico de pessoas e a cooperação com parceiros regionais para atingir o crime organizado. Trump também pediu que os países participantes adotassem medidas domésticas mais rígidas de lei e ordem, particularmente contra gangues e o crime organizado, como parte de um esforço coordenado para combater redes de cartéis e a violência associada.[5]
Referências
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