terça-feira, 22 de abril de 2008

Dinâmica de Grupo.


Dinâmica De Grupo


Por Erynat FERNANDES

Gestalt.
DINÂMICA DE GRUPOS

As ciências sociais oferecem hoje aos indivíduos diversos meios que permitem incentivar os educandos a participarem ativamente do processo de aprendizagem, trabalhando em grupos.

Esses recursos diferem, de certo modo, dos processos habituais do ensino formal e acadêmico e são os resultado de uma evolução natural e progressiva das doutrinas pedagógicas os séculos, a partir do século XVII, com RATKE (1612) que começou a preocupar-se com os princípios e regras do ensino e com BACON (1620) que salientava a importância da observação, seleção de dados, formulação de hipóteses e generalização para a conquista do conhecimento, caracterizando assim o método indutivo.

Em 1637, Descartes, complementando as idéias de Bacon, apresentou quatro princípios " para guiarem o espírito em busca da verdade'':

1º) não admitir nada como verdadeiro, se não se oferece como evidente (evidência);

2º) dividir cada uma das dificuldades em tantas partes quantas forem necessárias para resolvê-las melhor (análise);

3º) ir do mais fácil e simples ao mais complexo (síntese)

4º) fazer enumeração completa e geral para ter a segurança de não haver omitido nada (comparação).

A preocupação de Bacon e Descartes era buscar normas, imprimindo uma ordem nas idéias até então apresentadas, procurando, assim, metodizar o processo de aprendizagem.

Em 1657, Comenius lançou as bases para obter-se maior rapidez no ensino, com economia de tempo e energia, tornando conhecido o termo Didática. Comenius valorizava o educando, enfatizando que '' somente fazendo é que se aprende''. Em 1762, Rousseau proclamou a importância do conhecimento da natureza psíquica do educando, chegando, assim ao conceito de educação paidocêntrica: ''O educando é o objeto e o guia da educação.''

Ao estudarmos a dinâmica do trabalho em grupo contatamos algumas etapas necessárias para uma boa aprendizagem são elas:

1º)o aluno só aprende bem quando o faz pessoalmente por observação, reflexão e experimentação (auto-ensino).

2º) o ensino deve ser adaptado à natureza peculiar de cada aluno (ensino diferenciado)

3º) deve-se desenvolver, junto à formação intelectual, as aptidões manuais, e, em geral toda a energia criadora (ensino integral).

4º) a matéria de ensino deve ser organizada de tal modo que chegue a ter efeito global na formação do educando (ensino globalizado)

5º) torna-se necessário socializar o ensino, por meio de trabalhos em grupos, respeitando e fortalecendo ao mesmo tempo a individualidade dos educandos, pois educação é vida, educar é preparar para a vida (ensino socializado). Pode-se observar que a Dinâmica de Grupos surgiu comoresultadoda evolução natural de diferentes correntes pedagógicas, que progressivamente tentavam soluções tendentes a dar ao ensino um caráter mais socializante e ativo.

Daí o surgimento da Dinâmica de Grupos: primeiro, como réplica ao ensino livresco, formal e acadêmico;segundo pela necessidade atual de ministrar conhecimentos que superam os programas escolares, exigindo do professor preocupações constante em desenvolver habilidades paraque o educando venha conquistar de modo próprio esses novos conhecimentos.

O QUE É DINÂMICA DE GRUPO

Como se vê a dinâmica de Grupos, fundou-se originariamente na teoria da forma ou Gestalt. Seguindo esta concepção estruturalista, a Dinâmica de Grupos estuda as torças que afetam a conduta do grupo, começando por analisar a situação grupal como um todo com força própria (Gestalt). A partir desse estudo, surge o conhecimento de cada um dos seus componentes (o todo dá sentido às partes).

Podemos dizer, pois, que Dinâmica de Grupos é adisciplinamoderna dentro do campo da Psicologia Social que se ocupado estudo da condutados grupos como um todoe das variações da conduta individualde seus membros, das relações entre os grupos, da formulação de leis e técnicasque aumentam a eficácia dos grupos.

A Dinâmica de Grupos é sempre orientada para produzir aprendizagens, de diversas índoles, entre os seus membros.

Os Grupos são autênticos instrumentos utilizados dinamicamentepelo docente, como o fim de promever o desenvolvimento individualdos seusintegrantes.

Naturalmente que será muito mais fácil para o professor recorrer a um livro e ditá-lo em classe do que organizar um meio ambiente e um conjunto de atividades que possibilitem ao educando crescer e alcançar os estados de conduta desejados. Porém, está comprovado que o uso da Dinâmica de Grupos veio facilitar o trabalho do ''novo professor'' para a sociedade atual. com o auxílio das técnicas grupais, épossívelao docente desenvolver no educando outras habilidades de caráter formativo, à medida que são ministradosos conhecimentos pretendidos.

Estes passam a ser meios que o docente utiliza, com a ajuda da Dinâmica de Grupos, para conduzir o educando a fazer uso de suas potencialidade, não somente para atender a seus próprios interessespessoais, mas sobretudo para atender aos interesses da comunidade.

O QUE É GRUPO

Existem vários conceitos de grupo um deles poderíamos citar como exemplo seria o de HOMANS que conceitua Grupo como sendo uma quantidade de pessoas que se comunicam amuíde entre si, durante certo tempo, com o fim de estudar um problema e que são suficientemente poucas como para que cada uma delas possa comunica-se com todas as demais de maneira dinâmica e direta.

Devemos salientar também, para melhor compreensão desse conceito, que para constituir um Grupo não basta reunir um número reduzido de pessoas, nem haver um interesse comum; é necessário, ainda que haja interação entre seus componentes, o que representa o núcleo essencial do Grupo.

Compreende-se por interação ação recíproca em que cada indivíduo, em sua relação com os demais, respeita e procurar se colocar frente aos problemas surgidos respeitando a individualidade de cada um mais buscando um ponto comum.

A partir do momento que o grupo se torna mais numeroso a interação se torna mais complexa, em tal caso, as reações que se suscitam no grupo transforma-se em fenômenos de massas, assim dificultando o trabalho em grupo.

Ao lermos KNOWLES ele coloca que a Dinâmica de Grupos se caracteriza-se em:

-uma associação defensível (identificação entre as pessoas)

-consciência de grupo (percepção coletiva de unidade)

-participação com os mesmo propósitos (objetivos comuns)

-dependências recíproca para a satisfação de necessidades (ajudamútua)

-ação recíproca (grande comunicabilidade)

-existência de uma estrutura interna (distribuição dos papeis sociais)

-habilidades para atuar em forma unitária (o grupo pode comportar-se como um organismo unitário).

Podemos concluir que o verdadeiro sentimento de grupo somente existe quando há um forte laço de simpatia uma união dentro do grupo e um sentimento do ''nós'', que costuma manifestar-se nos seus integrantes ao usarem a 1ª pessoa do plural.

ELEMENTOS BÁSICOS PARA AÇÃO EM GRUPO

Os elementos básicos para um bom comportamento grupal, com fins educativos:

-o grupo; os objetivos; as técnicas grupais; o docente.

-O GRUPO-

Para HOMANS"a capacidade para a vida em grupo se aprende por sua vez, nos grupos", se estes não são sadios, a aprendizagem será prejudicada.

Entre as formas mais comuns dos indivíduos se manifestarem com relação à insatisfação aos trabalhos em grupos existem:

- a agressão- que se manifesta em palavras ou gestos, quando as suas idéias são aceitas;

- a compensação- quando o indivíduo procura a compensação em outros interesses fora o administrado pelo grupo;

- a projeção-o indivíduo transfere a outro sentimento de sua própria inadequação

- a conversão-é a transformação da energia física em um sintoma ou queixa de doença, após a sua frustração perante o trabalho.

- negativismo- o indivíduo frustrado responde negativamente a todas as alternativas.

O que se observa é que a toda uma necessidade de ajuste frente aos muitos obstáculos que surgem durante e depois da organização do trabalho em grupo.

A necessidade da ação permanente da busca pela igualização de idéias, objetivos e conquistas. Somente com a interação total do grupo a um efetivo consenso no trabalho.

O OBJETIVO

Para que um grupo exista a necessidade que haja um objetivo definido, muitas vezes os membros do Grupo não percebem as razões da existência deste; entretanto à medida que a ação se faz presente, vai obtendo uma maior coesão grupau e os indivíduos se vão inteirando do em que e para que estão trabalhando em grupo.

Um grupo para produzir, necessita, pois, ter objetivos estabelecidos e definidos com a maior clareza desde o principio. O ideal é que esses objetivos sejam definidos com a participação direta de todos os membros do grupo, pois dessa forma o grupo se sente mais unido e trabalha com maior interesse.

CONCEITO DE LIDERANÇA

O termo liderança tornou-se tão desgastado e confuso que vem sendo usado como qualquer tipo de influência de um indivíduo sobre outro, podendo ir desde a persuasão lógica até a mais brutal dominação física.

Atualmente das pesquisas e estudos realizados, surge uma ''nova interpretação'' de liderança Vários autores procuram evidenciar o problema através de seus conceitos. Assim para Cartwright , é a realização de funções necessárias e a adaptação a situações mutáveis.

De acordo com essa concepção, os grupos são flexíveis na atribuição de funções de liderança a diferentes membros, de acordo com as mudanças de condições.

Os líderes eficientes são sensíveis as transformações de condições de seus grupos e flexíveis na adaptação de seu comportamento às novas exigências.

Pode-se esperar o aperfeiçoamento de liderança não a partir do aperfeiçoamento dos líderes separados dos grupos, mas através da modificação das relações entre os líderes e os outros participantes.

Finalmente concluímos que a liderança se observa pela influência que deixa nos membros do grupo em termos de objetivos e planos de ação que as pessoas descobrem por si, com o auxílio do líder, do senso de responsabilidade e satisfações dominantes em grande parte do grupo.

Há vários tipos de ambientes de grupo exemplos:

- Ambiente paternalista.

Onde o líder é cordial e amável, esse tipo de liderança evita discordâncias e produz uma ação feliz e efetiva.

- Ambiente democrático.

Nesse tipo o líder leva em consideração as opiniões do grupo antes de tomar decisões, a responsabilidade é compartilhada.

- Ambiente participativo

Na estrutura participativa, os membros trabalham em conjunto para chegarem a uma coesão do grupo.

Há também estudos levando-se em consideração a presença de alguns indivíduos dos grupos como, por exemplo:

Indivíduos perguntadores, aquele que quer se exibir, que impor a sua opinião, às vezes esta bem informado mais que colocar suas idéias.

O sabe-tudo. Aquele indivíduo que fala tudo e sem para, exceto o assunto em questão.

O tagarela. Aquele indivíduo que perturba o ambiente, que se coloca em meio às falas e nunca se posiciona com relação a nada, em cima do muro.

O do contra.

Indivíduo que discute e se coloca contra sempre, muitas vezes sem ter fundamento para tais atitudes.

O mudo voluntário.

Indivíduo que nunca se interessa por coisa alguma, acha as questões muito complicas ou simples demais e procura manter calado.

O Tímido

Aquele indivíduo que não tem coragem ou mesmo habilidade para expressar suas idéias. Teme crítica

O obstinado

Indivíduo que ignora totalmente o ponto de vista dos outros, não cede de maneira alguma.

O do as apartes

È o indivíduo distraído, pede apartes para falar do assunto ou de outras coisas.

O interrogativo

Indivíduo que interroga tudo, a questionamento muitas vezes sem fundamento.

CONCLUSÃO

Ao fim desse trabalho podemos deixar bem clara a importância da Dinâmica de Grupos, visto que o indivíduo dentro desse espaço trabalha em conjunto com outras pessoas, assim desenvolvendo o seu potencial como ser agente dentro da sociedade. Observamos a importância do líder que se faz presente, junto a determinado grupo, sua colaboração (influência) se torna importante ao se observar à necessidade da organização e clareza dos objetivos.

A Dinâmica do Grupo se torna bem sucedida através de um bom relacionamento entre os indivíduos, assim as dificuldades encontradas meio a sociedade de tornam mais fácies de se resolver.

BIBLIOGRAFIA:

BERSTUN, Marcos...

Tradução: MARCO, Liana Di





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A História Da Infância.


Abordagem Sobre A História Da Infância
 
Há inúmeras literaturas que tentam resgatar a historia da infância e teorizam sobre ela, mostrando sua dinâmica ao longo dos tempos. Nas abordagens de Áries (1986), ela faz um estudo cronológico partindo da Idade Media. Seus estudos mostram que nessa época não havia lugar para a infância, desde muito cedo a criança já fazia parte do mundo do adulto. Aos sete anos, o menino era entregue ao homem para ser educado, aprendia a montar cavalos, a atirar e a usar o arco e a flecha e táticas de guerra, e a instrução das meninas ficava a cargo das mães.

No século XIII, a primeira referencia sobre a criança é representada em forma de anjinhos, através de estatuas e pinturas. A segunda referencia, a criança e representada sob a forma, a aparência de um rapaz jovem, era a idade em que o menino era educado nos mosteiros, preparado para ajudar na celebração da missa. Noutro período, surge outra referencia de criança que seria o modelo e o ancestral de todas as crianças pequenas da historia da arte e da humanidade – o menino Jesus – uma dedução do adulto em miniatura.

No final da Idade Media as cenas de gênero infantil não se consagra á descrição exclusiva da infância, mas tinham nas crianças seus personagens principais, que nos sugere duas idéias de infância:

1ª idéia mostra que na vida cotidiana crianças e adultos se misturavam em reuniões de trabalhos, passeios e jogos, as crianças participavam dos mesmos jogos e brincadeiras dos adultos.

2ª idéia mostra que os pintores e escultores da época retratavam as crianças pela sua graça e beleza, crença na pureza infantil.

As crianças desde cedo aprendiam as profissões com suas famílias ou em casas de aprendizes e trabalhavam em oficinas. Neste período também, não se tinha noção de família, a organização familiar é um construto histórico e social, constituído gradativamente através de regras estabelecidas até chegar á organização monogâmica. A família nuclear aparece coma ascensão da burguesia.

No século XVII, Idade Moderna, a infância é vista como uma fase sem importância, os adultos não se apegavam ás crianças por considerá-las uma perda eventual, pois elas morriam com muita facilidade devido á situação de negligencia em que viviam.

A visão de infância como uma etapa do desenvolvimento do ser humano, que tem características próprias, bem definidas é uma idéia moderna. Ela surge no contexto social e histórico da modernidade, com a redução dos índices de mortalidade infantil, graças ao avanço das ciências e ás mudanças econômicas.

A descoberta da infância, no século XVIII, e sua evolução pode ser acompanhada através de pesquisas, pinturas, estatuas, fotos, objetos e brinquedos da época. A infância que antes não passava de uma loteria entre a vida e a morte, agora se encontra amparada no seio da família, devendo a criança ser educada e protegida desde a mais tenra idade, dentro dos princípios que regem a sociedade.

Descobrem-se que a criança tem necessidades próprias, carece de cuidados, amor e respeito – ROUSSEAU E FREBEL -. A idéia de infância, que precisa ser paparicada e moralizada nasceu no interior das classes medias que se formavam no interior da burguesia. Esse sentimento de infância, de preocupação e investimento da sociedade e do adulto sobre a criança, de criar formas e regulação de infância e família, são idéias que surgiram com a modernidade.

Estudos sociológicos sobre a infância, a forma como olhamos e nos relacionamos com ela, tem afirmado que ela é, enquanto categoria social, uma idéia moderna, construída histórica e socialmente.

Ate este século,a idade da vida correspondia a etapas biológicas e funções sociais, onde a adolescência se confundia com a infância e estava ligada á idéia de dependência. Só se tornava independente ao sair da dependência dos pais. Meninos e meninas usavam os mesmos trajes. Esse habito durou ate 1770 nos paises da Europa, no Brasil, prevaleceu até 1930.

A infância tomou seu lugar na historia alcançado pelo avanço dos conhecimentos, na valorização de seus direitos na vida familiar e social e nas instituições de modo geral.

O sentimento de infância surge no Brasil no século XIX, com a necessidade instrução i ampliação das escolas para atender as massas. No inicio o atendimento á infância foi marcado pela idéia de assistencialismo e amparo ás crianças necessitadas, com o objetivo de diminuir a mortalidade infantil desvalida ou moralmente abandonada.

Não há uma infância única, igual para todas as crianças, nem para as que vivem num mesmo período histórico, num mesmo pais, ou cidade, ou bairro, rua ou casa. Nem todas vivem da mesma forma no que diz respeito ás condições sócio-culturais e econômicas.

Até 1930 não havia nenhuma iniciativa do governo brasileiro em prol da educação infantil.


Só a partir de 1932, com o Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova, é que surgem estabelecimentos de atendimento á infância, a cargo de particulares, mas não atendiam crianças da camada popular, eram escolas para a elite brasileira. O atendimento á camada popular fora da família para os filhos que ainda não freqüentavam o ensino primário, estava vinculado á questão da saúde, tinha um caráter assistencial-patoral.

A LDB, Lei 4.024/61, Art. 23, aponta a criação de jardins de infância, destinada aos menores de sete anos, no Plano de Assistência ao Pré-escolar-PAPE, sob a influencia do Fundo Nacional da União para a Infância e Adolescência, e no UNICEF, que era um programa de assistência emergenciais para as massas, de baixo custo financeiro.

O modelo de educação infantil adotado a partir da década de 70, é um modelo voltado para a educação da camada popular menos favorecida. A educação infantil só passou a fazer parte da Educação Básica Nacional, e a ser motivo de preocupação dos órgãos que legislam sobre educação após 1988, com a Constituição Federal/88, Art. 208, que determina o dever do Estado com a educação, e em especial a infantil, que será efetivada mediante a garantia de atendimento em creches e pré-escolas para crianças de 0 a 6 anos. Este foi o grande marco na historia da educação brasileira.

A infância brasileira recebeu também o apoio do Estatuto da Criança e do Adolescente e da LDBN/96, que determina: todas as instituições de educação infantil sejam integradas aos Sistemas de Ensino Nacional.

O desenvolvimento integral da criança depende de cuidados e de necessidades que estão relacionados á dimensão afetiva, hábitos higiênicos, alimentação, saúde e a forma como esses cuidados e essas necessidades são oferecidos, e os conhecimentos que se tem a respeito de seus procedimentos. Na busca da identidade da educação infantil, o desafio é afirmar a necessidade de se integrar educação e cuidados, que é a especificidade dessa modalidade de educação: cuidar e educar a criança pequena. Nas instituições de educação infantil, o cuidado e a educação são vistos como funções complementares e indissociáveis aos cuidados e á educação dada no âmbito da família.



BASILIO, L. C. KRAMER, S. Infância, educação e direitos humanos.São Paulo: Cortez. 2003. 135p.

ARIÉS, Philippe. Historia social da criança e da família. Rio de Janeiro. Zahar.1986.

KUHLMANN, M. J. Infância e educação infantil: uma abordagem histórica. 2 ed. Porto Alegre. Mediação. 2001.210p.

CRUZ, S. H. V. Infância e educação infantil: resgatando um pouco de historia. UFV. 2000.

ARCE, A. FRIEDRICH FROEBEL. O pedagogo dos jardins de infância. Petrópolis. Vozes 2002. 117p.


Artigo de,
REGINA CELIA DE FREITAS SOBREIRA
TITULAÇÃO: PEDAGOGA
www.webartigos.com

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Airton Senna. Tributo. (vídeos).



Airton Senna. 3 vezes campeão do F1. Ganhou o GP do Brasil só com a 1ª e 6ª marchas. Pra mim o melhor piloto de fôrmula 1

Pelé eterno camisa 10 (vídeo mix).



Atleta do século, mais de 1.200 gols. Parou uma gurerra. Com a seleção brasileira ganhou 3 copas do mundo. Além de jogadas gêniais.

OS 7 HÁBITOS DAS PESSOAS MUITO EFICAZES


OS 7 HÁBITOS DAS PESSOAS MUITO EFICAZES


A Ética do carácter ensina que existem princípios básicos para uma vida proveitosa, que as pessoas só podem conquistar o verdadeiro sucesso e a felicidade duradoura quando aprendem a integrar esses princípios a seu carácter básico. Depois da primeira guerra, a visão do sucesso deslocou-se da ética do carácter para a ética da personalidade. O sucesso tornou-se uma decorrência da personalidade, de atitudes e comportamentos são técnicas que lubrificam o processo de interação humana. A ética da personalidade trilha para dois caminhos : o das técnicas nas relações públicas e humanas e uma atitude mental positiva.
Os sete hábitos das pessoas muito eficazes abrangem a maioria dos princípios fundamentais da eficiência humana. Estes hábitos são básicos, primordiais. Eles representam a interiorização dos princípios corretos nos quais se baseiam o sucesso e a felicidade duradoura.
A palavra paradigma vem do grego e significa modelo, teoria, percepção, modeloou pressuposto de referência. Em um sentido geral, é a maneira como vemos o mundo.
As influências marcantes em nossas vidas: família, escola, religião, trabalho, amigos e paradigmas sociais em vigor, como a ética da personalidade foram responsáveis por um impacto inconciênte e silencioso em nossas mentes, ajudando a formar nossos quadros de referências, paradigmas e mapas.
Os paradigmas são poderosos, pois se constituem nas lentes pelas quais vemos o mundo. A força contida na mudança do paradigma impulsiona os saltos qualitativos, seja a mudança de um processo lento e desequilibrado ou uma transformação instantânea. A ética da personalidade mostra que podemos tomar algumas atitudes dramáticas, botar as coisas nos devidos lugares, despedir alguém para obrigar os empregados a tomar jeito e dar valor ao que possuem. Ou podemos descobrir algum progama de treinamento e motivação que os tornará mais interessados. Ela nos diz também que para resolvermos alguns problemas devemos elaborar um novo método de planejamento ou um seminário que ajudará a lidar com todas as pressões de forma eficaz.
Os sete hábitos das pessoas muito eficazes tratam precisamente de um nível mais profundo de pensamento, de uma abordagem centrada nos princípios e baseada no carácter, que vem de dentro para fora e se volta para a eficácia pessoal e interpessoal. A maioria dos princípios contidos nos sete hábitos fazem parte da nossa natureza íntima, de nossa
consciência e de nosso senso comum. Para identificá-los, desenvolvê-los e utiliza-los para resolver nossos problemas mais graves, prescisamos modificar os nossos paradigmas, passando a um nível diferente, novo, no qual adotamos uma atitude “de dentro para fora”.
Nosso carácter, basicamente, é composto pelos hábitos que desenvolvemos. Os hábitos constituem fatores poderosos em nossas vidas. Uma vez que representam padrões coerentes e muitas vezes inconscientes, eles servem para exprimir nosso carácter no dia-a-dia, sendo responsável por nossa eficácia, ou ineficácia.
Definiremos um hábito como intersecção entre o conhecimento, a capacidade e a vontade. O conhecimento é o paradigma teórico, o que fazer e o porquê. A capacidade é como fazer e a vontade é a motivação, o desejo de fazer para tornar algo um hábito em nossas vidas, precisamos reunir esses 3 elementos. A mudança ser/ver é um processo ascendente . O ser altera o ver, que por sua vez muda o ser e assim por diante. Através do trabalho com o conhecimento a capacidade e a vontade, conseguirmos atingir novos níveis de eficácia pessoal e interpessoal, rompendo com os antigos paradigmas que prestaram a fonte do pseudo- segurança por tantos anos. Uma mudança precisa ter como motivação um objetivo nobre, acrescida da disposição para subordinar o que quer no momento ao que realmente quer para o futuro.
Os sete hábitos não são um conjunto desconexo de fórmulas para estimular pessoas. Em harmonia com as leis naturais do crescimento, eles abordam de modo progressivo, sequencial e integrado o desenvolvimento da eficácia pessoal e interpessoal. O ponto culminante de nossas vidas tem a ver com os outros, pois a vida humana se caracteriza pela interdependência. No processo de amadurecimento, a dependência é o paradigma de você : Você não fez a coisa certa. Você fez a coisa certa. Você tem que tomar conta de mim. A culpa é toda sua. A independência é o paradigma do eu: Eu sei fazer. Eu sei fazer. Eu sou responsável. Eu sei escolher. A interdependência é o paradigma do nós: Nós podemos cooperar. Nós vamos unir nossos talentos e habilidades para juntos criarmos algo maior. As pessoas dependentes precisam das outras para conseguir o que desejam. As pessoas independentes conseguem obter o que desejam através de seu próprio esforço. As pessoas interdependentes combinam seus próprios esforços com os esforços dos outros para conseguir um resultado muito melhor.


Segunda Parte”Vitória Interna”

O Hábito 1 é a autoconsciência que permite guardamos uma certa distância, e examinemos até mesmo o modo como “ vêmos” a nós mesmos, nosso paradigma pessoal, o paradigma mais fundamental da eficácia. Ele afeta não somente nossas atitudes e comportamentos, mas também o jeito como vemos as outras pessoas. Ele se torna nosso mapa da natureza básica da humanidade.
Proatividade significamuito mais do que tomar a iniciativa. Implica que nós, como seres humanos, somos responsáveis por nossas próprias vidas. Nosso comportamento resulta das decisões tomadas, e não das condições externas. Temos a capacidade de subordinar os sentimentos aos valores. Possuímos iniciativa e responsábilidade para fazer com que as coisas aconteçam.
As pessoas reativas são afetadas pelo ambiente social. Elas constroem sua vida emocional em torno do comportamento dos outros, permitido que a franqueza alheia ao controle. Os reativos são levados pelos sentimentos, circustâncias, condições e ambiente. Os proativos são guiados pelos seus valores, cuidadosamente pensados, selecionados e interiorizados. Tomar a iniciativa significa reconhecer a responsabilidade de fazer com que as coisas aconteçam.
Os problemas que enfrentamos encaixam-se em uma das 3 categorias: controle direto( problemas que envolvem o comportamento dos outros ) e controle inexistente ( problemas que não podemos interferir, como nosso passado ou realidades situacionais).
Problemas que envolvem o controle direto são resolvidos quando trabalhamos em cima de nossos hábitos. Problemas de controle indireto são resolvidos pela modificação de nossos métodos de influência. Problemas de controle inexistente implicam em assumir a responsabilidade de mudar nossa atitude em relação ao que não podemos modificar.
O primeiro passo é a solução de um problema, seja de controle direto, indireto ou inexistente, está ao nosso alcance. Modificar nossos hábitos, modificar nossos métodos de influência e o modo que vemos os problemas de solução inexistente são metas cometidas dentro de nosso círculo de influência.
Como pessoas proativas, podemos controlar no momento, e concentrar esforços no que podemos mudar.


Começar com o objetivo na mente

Princípios de liderança pessoal, no Hábito 2 se aplica a múltiplas circunstâncias e níveis de vida, a aplicação mais importante de começar com o objetivos na mente . Cada momento de sua vida -o comportamento de hoje amanhã da semana que vem do mês que vem. Ao manter esse objetivo claro na mente, voçe fica certo sabendo que qualquer coisa pode ser feita em dias determinados. Para começar com um objetivo na mente tem que ter uma compreênsão clara do destino, dar os passos na direção correta. É possível ser muito ocupado e ser muito eficaz. Podemos viver correndo e ser até muito mais eficientes, mas só seremos verdadeiramente eficazes, quando tivermos um objetivo na mente e quando tivermos um objetivo na mente ganha-se uma perspectiva diferente.

Todas as Coisas São Criadas Duas Vezes :

Primeiramente você pensa, fica imaginando depois poe em prática esse sonho, assim você criou duas vezes, por isso à medida que compreendermos o princípio das duas criações, e aceitamos a responsabilidade por ambas, agimos na parte interna e aumentamos os limites do nosso círculo de influências, se não operarmos em harmonia com este princípio, nem assumirmos o controle da primeira criação nos o diminuímos.
Liderança e Administração:
A Administração é uma visão dos métodos fala sobre a melhor forma de conseguir as coisas e a Liderança lida com os objetivos que diz, quais são as coisas que desejo conseguir. Uma liderança proativa forte prescisa monitorar constântemente a mudança no meio social, particularmente dos hábitos de compra e impulsos dos consumidores, fornecendo a energia necessária para organizar os recursos.Nenhum sucesso da Administração consegue compensar o fracasso da liderança. A liderança faz falta ainda em nossas vidas pessoais, estamos nos dedicando a administrar com eficácia, a estabelecere a atingir metas antes de ter esclarecido quais nossos valores.
Reescrevendo os Papéis:

Torna-se seu próprio criador inicial. Os outros dons exclusivamente humanos adicionais, que permitem a expansão da proatividade e o exercicío da liderança pessoal em nossas vidas são a imaginação e a consciência. Através da imaginação conseguimos visualizar os mundos potencialmente existentes dentro de nós. Uma vez que já vivemos dentro de diversos papéis que foram passados para nós, o processo de escrever nosso próprio papel é na verdade, muito mais um processo de reescrever, ou de mudança de paradigma.ça de paradigma. Assim quando os desafios chegarem eu posso tomar minhas decisões baseado nestes valores.
Declaração de Missão Pessoal:

Se consentra naquilo que a pessoa deseja ser e fazer, e nos valores ou princípios nos quais o ser e o fazer estão fundados.

No Centro:

É aquilo que lidamos com nossa visão e nossos valores, é aqui que usamamos o don da consciência. O que estiver no centro de nossa vida será a fonte de nossa segurança que representa o seso de valor, orientação que representa a fonte do rumo da vida, sabedoria que é sua perspectativa de vida,e o poder que seria a capacidade de agir. Esses quatro fatores são interdependentes. A segurança e uma orientação clara geralmente geram a verdadeira sabedoria, e a sabedoria é a faisca ou catalizador que libera e dirige o poder.

Centros Alternativos:

Cada um de nós temos um centro, apesar de costumeiramente nãoos reconhecemos como tais.
Centro no cônjuge; o casamento pode ser a mais íntima, satisfatória, duradoura e estável das relações humanas. Pode parecer natural ou apropriado centrar a vida em ummarido ou esposa.
Centro na Família; área de concentração de energia e grandes investimentos emocionais ela fornece grandes oportunidades para relacionamentos profundosamor companheirismo.
Centro no Dinheiro; mais um centro lógico comum na vida das pessoas: ganhar dinheiro, a segurança econômica é base para a existência de oportunidades de se agir em outras esferas da vida.
Centro no Trabalho; uma pessoa centrada no trabalho pode ficar viciada na sua atividade prof., mergulhando na produção com sacrifício da saúde.
Centro nos bens; não somente nos bens materiais, também os inatingíveis, esse centro é frágilporque pode desaparecer rapidamente.
Centro no Prazer; próximo dos bens, vivemos num mundo onde a satisfação imediata está disponível e imediata.
Centro nos Amigos/Inimigos; pode se consentrar em uma ou mais pessoas assumindo algumas características do casamento. Inimigo ninguém colocaria de caso pensado.
Centro na Igreja; existem pessoas que ocupam seu tempo com a igreja.
Centro no eu; sua forma é a mais óbvia é o egoísm, queviola os valores das pessoas.
Identificando o seu Eu; talvés a melhor forma de identificar o seu para os fatores de sustentação da vida.

Usando todo o seu cérebro:

A autoconciência nos leva a examinar nossos próprios pensamentos. As descobertas indicam basicamente que cada um dos hemisférios do cérebro esquerdo ou direito mostra tendência de especialização e controle de diversas funções, o hemisfério esquerdo é mais lógica, verbal, lida com análise que significa desmontar e com o tempo, o hemisfério direito é intuitivo, criativo, imaginativo, significa reunir e intemporal. As pessoas usam os dois lados mais sempre um lado predomina. Conforme tomamos consciência destas capacidades diferentes, podemos utilizar conscientemente a mente para atender as necessidades específicas de maneira mais eficaz.
As duas maneiras de controlar o cérbro direito; criativo.quando somos capazes de aproveitar a criatividade, mais seremos capazes de visualizar o tempo e as circunstâncias presentes, de projetar um quadro holístico daquilo que desejamos ser e fazer da vida. Que são expandindo a perspectiva e a valorização e afirmação.





Identificando Papéis e Metas:

O cérebro esquerdo é lógico ele é importante quando se tenta capturar as imagens, sesações e senas do cérebro direito. Cada um de nós possui uma quantidade de papéis diferentes para desempenhar na vida. Áreas ou setores nos quais temos responsabilidades.

Declarações de Missão Familiar :

Ela cria condições para a continuidade e a unidade família, bem para uma boa orientação. Quando os valores indivíduais se harmonizam com os da família, os membros trabalham juntos para atingir propósitos comuns, que são sentidos profundamente.

Declarações de Missão Organizacional:

As declarações de missão organizacional são vitais para as organizações bem sucedidas. Um dos eixos mais importantes de trabalho com organizações reside na assistência para que desenvolvam declarações de missão eficazes. Um dos problemas fundamentais das organizações, incluindo as famílias é que as pessoas não se comprometem com as determinações que outras pessoas fazem para as suas vidas.

Hábito 3, Primeiro o Mais Importante:

É a realização , a transformação em realidade, a emergência natural dos hábitos.Administre com o esquerdo e lidere com o direito.


Carolina Tolentino autora.

MATERIALISMO DIALÉTICO


A FILOSOFIA DE MARX

MATERIALISMO DIALÉTICO

Baseado em Demócrito e Epicuro sobre o materialismo e em Heráclito sobre a dialética (do grego, dois lógos, duas opiniões divergentes), Marx defende o materialismo dialético, tentando superar o pensamento de Hegel e Feuerbach.

A dialética hegeliana era a dialética do idealismo (doutrina filosófica que nega a realidade individual das coisas distintas do "eu" e só lhes admite a idéia), e a dialética do materialismo é posição filosófica que considera a matéria como a única realidade e que nega a existência da alma, de outra vida e de Deus. Ambas sustentam que realidade e pensamento são a mesma coisa: as leis do pensamento são as leis da realidade. A realidade é contraditória, mas a contradição supera-se na síntese que é a "verdade" dos momentos superados. Hegel considerava ontologicamente (do grego onto + logos; parte da metafísica, que estuda o ser em geral e suas propriedades transcendentais ) a contradição (antítese) e a superação (síntese); Marx considerava historicamente como contradição de classes vinculada a certo tipo de organização social. Hegel apresentava uma filosofia que procurava demonstrar a perfeição do que existia (divinização da estrutura vigente); Marx apresentava uma filosofia revolucionária que procurava demonstrar as contradições internas da sociedade de classes e as exigências de superação.

Ludwig Feuerbach procurou introduzir a dialética materialista, combatendo a doutrina hegeliana, que, a par de seu método revolucionário concluía por uma doutrina eminentemente conservadora. Da crítica à dialética idealista, partiu Feuerbach à crítica da Religião e da essência do cristianismo.

Feuerbach pretendia trazer a religião do céu para a Terra. Ao invés de haver Deus criado o homem à sua imagem e semelhança, foi o homem quem criou Deus à sua imagem. Seu objetivo era conservar intactos os valores morais em uma religião da humanidade, na qual o homem seria Deus para o homem.

Adotando a dialética hegeliana, Marx, rejeita, como Feuerbach, o idealismo, mas, ao contrário, não procura preservar os valores do cristianismo. Se Hegel tinha identificado, no dizer de Radbruch, o ser e o deve-ser (o Sein e o Sollen) encarando a realidade como um desenvolvimento da razão e vendo no deve-ser o aspecto determinante e no ser o aspecto determinado dessa unidade.

A dialética marxista postula que as leis do pensamento correspondem às leis da realidade. A dialética não é só pensamento: é pensamento e realidade a um só tempo. Mas, a matéria e seu conteúdo histórico ditam a dialética do marxismo: a realidade é contraditória com o pensamento dialético. A contradição dialética não é apenas contradição externa, mas unidade das contradições, identidade: "a dialética é ciência que mostra como as contradições podem ser concretamente (isto é, vir-a-ser) idênticas, como passam uma na outra, mostrando também porque a razão não deve tomar essas contradições como coisas mortas, petrificadas, mas como coisas vivas, móveis, lutando uma contra a outra em e através de sua luta." (Henri Lefebvre, Lógica formal/ Lógica dialética, trad. Carlos N. Coutinho, 1979, p. 192). Os momentos contraditórios são situados na história com sua parcela de verdade, mas também de erro; não se misturam, mas o conteúdo, considerado como unilateral é recaptado e elevado a nível superior.

Marx acusou Feuerbach, afirmando que seu humanismo e sua dialética eram estáticas: o homem de Feuerbach não tem dimensões, está fora da sociedade e da história, é pura abstração. É indispensável segundo Marx, compreender a realidade histórica em suas contradições, para tentar superá-las dialeticamente. A dialética apregoa os seguintes princípios: tudo relaciona-se (Lei da ação recíproca e da conexão universal); tudo se transforma (lei da transformação universal e do desenvolvimento incessante); as mudanças qualitativas são conseqüências de revoluções quantitativas; a contradição é interna, mas os contrários se unem num momento posterior: a luta dos contrários é o motor do pensamento e da realidade; a materialidade do mundo; a anterioridade da matéria em relação à consciência; a vida espiritual da sociedade como reflexo da vida material.

O materialismo dialético é uma constante no pensamento do marxismo-leninismo (surgido como superação do capitalismo, socialismo, ultrapassando os ensinamentos pioneiros de Feuerbach).

Paulistão 2008: Guaratinguetá 1x2 Ponte Preta / Semi-Final (19-04-)



Que sufoco, mas estamos na final do paulistão 2008. Se a Ponte for campeã, tem que ser feita uma estatua para o goleiro Aranha, simplesmente fechou o gol. 107 anos de história vai completar 108 este ano.

Vamos levantar este caneco

Metodologia Científica. Monografia. (projeto).


O Projeto da Pesquisa

Escolha do Tema

Existem dois fatores principais que interferem na escolha de um tema para o trabalho de pesquisa. Abaixo estão relacionadas algumas questões que devem ser levadas em consideração nesta escolha:


Fatores internos

- Afetividade em relação a um tema ou alto grau de interesse pessoal.
Para se trabalhar uma pesquisa é preciso ter um mínimo de prazer nesta atividade. A escolha do tema está vinculada, portanto, ao gosto pelo assunto a ser trabalhado. Trabalhar um assunto que não seja do seu agrado tornará a pesquisa num exercício de tortura e sofrimento.

- Tempo disponível para a realização do trabalho de pesquisa.
Na escolha do tema temos que levar em consideração a quantidade de atividades que teremos que cumprir para executar o trabalho e medi-la com o tempo dos trabalhos que temos que cumprir no nosso cotidiano, não relacionado à pesquisa.

- O limite das capacidades do pesquisador em relação ao tema pretendido.
É preciso que o pesquisador tenha consciência de sua limitação de conhecimentos para não entrar num assunto fora de sua área. Se minha área é a de ciências humanas, devo me ater aos temas relacionados a esta área.


Fatores Externos

- A significação do tema escolhido, sua novidade, sua oportunidade e seus valores acadêmicos e sociais.
Na escolha do tema devemos tomar cuidado para não executarmos um trabalho que não interessará a ninguém. Se o trabalho merece ser feito que ele tenha uma importância qualquer para pessoas, grupos de pessoas ou para a sociedade em geral.

- O limite de tempo disponível para a conclusão do trabalho.
Quando a instituição determina um prazo para a entrega do relatório final da pesquisa, não podemos nos enveredar por assuntos que não nos permitirão cumprir este prazo. O tema escolhido deve estar delimitado dentro do tempo possível para a conclusão do trabalho.

- Material de consulta e dados necessários ao pesquisador
Um outro problema na escolha do tema é a disponibilidade de material para consulta. Muitas vezes o tema escolhido é pouco trabalhado por outros autores e não existem fontes secundárias para consulta. A falta dessas fontes obriga ao pesquisador buscar fontes primárias que necessita de um tempo maior para a realização do trabalho. Este problema não impede a realização da pesquisa, mas deve ser levado em consideração para que o tempo institucional não seja ultrapassado.


Levantamento ou Revisão de Literatura

O Levantamento de Literatura é a localização e obtenção de documentos para avaliar a disponibilidade de material que subsidiará o tema do trabalho de pesquisa.
Este levantamento é realizado junto às bibliotecas ou serviços de informações existentes.


Sugestões para o Levantamento de Literatura

Locais de coletas

Determine com antecedência que bibliotecas, agências governamentais ou particulares, instituições, indivíduos ou acervos deverão ser procurados.


Registro de documentos

Esteja preparado para copiar os documentos, seja através de xerox, fotografias ou outro meio qualquer.

Organização

Separe os documentos recolhidos de acordo com os critérios de sua pesquisa.

O levantamento de literatura pode ser determinado em dois níveis:
a - Nível geral do tema a ser tratado.
Relação de todas as obras ou documentos sobre o assunto.

b - Nível específico a ser tratado.
Relação somente das obras ou documentos que contenham dados referentes à especificidade do tema a ser tratado.


Problema

O problema é a mola propulsora de todo o trabalho de pesquisa. Depois de definido o tema, levanta-se uma questão para ser respondida através de uma hipótese, que será confirmada ou negada através do trabalho de pesquisa. O Problema é criado pelo próprio autor e relacionado ao tema escolhido. O autor, no caso, criará um questionamento para definir a abrangência de sua pesquisa. Não há regras para se criar um Problema, mas alguns autores sugerem que ele seja expresso em forma de pergunta. Particularmente, prefiro que o Problema seja descrito como uma afirmação.

Exemplo:
Tema: A educação da mulher: a perpetuação da injustiça.
Problema: A mulher é tratada com submissão pela sociedade.


Hipótese

Hipótese é sinônimo de suposição. Neste sentido, Hipótese é uma afirmação categórica (uma suposição), que tente responder ao Problema levantado no tema escolhido para pesquisa. É uma pré-solução para o Problema levantado. O trabalho de pesquisa, então, irá confirmar ou negar a Hipótese (ou suposição) levantada.


Exemplo: (em relação ao Problema definido acima)
Hipótese: A sociedade patriarcal, representada pela força masculina, exclui as mulheres dos processos decisórios.

Justificativa

A Justificativa num projeto de pesquisa, como o próprio nome indica, é o convencimento de que o trabalho de pesquisa é fundamental de ser efetivado. O tema escolhido pelo pesquisador e a Hipótese levantada são de suma importância, para a sociedade ou para alguns indivíduos, de ser comprovada.
Deve-se tomar o cuidado, na elaboração da Justificativa, de não se tentar justificar a Hipótese levantada, ou seja, tentar responder ou concluir o que vai ser buscado no trabalho de pesquisa. A Justificativa exalta a importância do tema a ser estudado, ou justifica a necessidade imperiosa de se levar a efeito tal empreendimento.


Objetivos

A definição dos Objetivos determina o que o pesquisador quer atingir com a realização do trabalho de pesquisa. Objetivo é sinônimo de meta, fim.
Alguns autores separam os Objetivos em Objetivos Gerais e Objetivos Específicos, mas não há regra a ser cumprida quanto a isto e outros autores consideram desnecessário dividir os Objetivos em categorias.
Um macete para se definir os Objetivos é colocá-los começando com o verbo no infinitivo: esclarecer tal coisa; definir tal assunto; procurar aquilo; permitir aquilo outro, demonstrar alguma coisa etc..


Metodologia

A Metodologia é a explicação minuciosa, detalhada, rigorosa e exata de toda ação desenvolvida no método (caminho) do trabalho de pesquisa.
É a explicação do tipo de pesquisa, do instrumental utilizado (questionário, entrevista etc), do tempo previsto, da equipe de pesquisadores e da divisão do trabalho, das formas de tabulação e tratamento dos dados, enfim, de tudo aquilo que se utilizou no trabalho de pesquisa.


Cronograma


O Cronograma é a previsão de tempo que será gasto na realização do trabalho de acordo com as atividades a serem cumpridas. As atividades e os períodos serão definidos a partir das características de cada pesquisa e dos critérios determinados pelo autor do trabalho.
Os períodos podem estar divididos em dias, semanas, quinzenas, meses, bimestres, trimestres etc.. Estes serão determinados a partir dos critérios de tempo adotados por cada pesquisador.

Exemplo:


ATIVIDADES / PERÍODOS
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1Levantamento de literatura
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2Montagem do Projeto
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3Coleta de dados

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4Tratamento dos dados


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5Elaboração do Relatório Final




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6Revisão do texto







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7Entrega do trabalho








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Este material consegui no site, http://www.pedagogiaemfoco.pro.br/met05.htm
Neste site tem muito material sobre este assunto. Vale a pena dar uma conferida.

A.B.C. Olavo de Carvalho 1 Paralaxia Cognitiva

    A análise de Olavo de Carvalho sobre René Descartes, frequentemente sintetizada em aulas e coletâneas como  Visões ...