sexta-feira, 8 de agosto de 2008

AVALANCHE ( a.va.lan.che). Palavra do Dia.



Palavra do Dia:
AVALANCHE ( a.va.lan.che)

No fim de Julho, uma avalanche na montanha K2, o segundo ponto mais alto do mundo, no Paquistão, causou a morte de pelo menos 12 alpinistas. Entre os sobreviventes deste desastre natural está um brasileiro.

“Avalanche” é uma palavra francesa que veio a ser utilizada na língua portuguesa com a mesma grafia. Significa uma massa de neve ou gelo que se desprende de uma montanha, arrastando tudo o que encontrar pela frente. É comum também utilizar a palavra como figura de linguagem para expressar qualquer grande quantidade, como na frase “Aquela partida teve uma avalanche de gols”.

>> Definição do dicionário Aulete Digital

AVALANCHE ( a.va.lan.che)

Substantivo feminino.

1 Geol. Massa de neve e gelo que se desprende e desmorona de uma montanha, arrastando o que encontra adiante; ALUDE.

2 Desmoronamento (de parte de uma montanha, de edificação etc.) cujos fragmentos despencam numa torrente

3 Fig. Grande quantidade de gente, animais, coisas ou fatos que se precipitam subitamente:: "...sob uma avalanche de risos saudando-lhe a derrota." (Euclides da cunha, Os sertões)

4 Fís. Conjunto de íons e elétrons que, por ionização e a partir de um íon ou elétron, vai se formando cumulativamente

[Embora p.us., a palavra alude é preferível a esse galicismo que o uso consagrou em sua forma original (avalanche), em detrimento da forma aportuguesada (avalancha).]

[Formação: do francês ‘avalanche’]

Avalancha, avalanche seca

1 Geol. Avalancha de terra, rochas etc. (e não de neve).
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O SIGNIFICADO DO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO


O SIGNIFICADO DO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO
Thereza Cristina Bordoni

O Projeto Político Pedagógico, em cada Instituição, depende de decisões sobre questões educacionais que estão muito envolvidas com as políticas, visto que a educação hoje está sendo considerada como um fenômeno político para orientações e modificações nas condições mais particulares de ensino e aprendizagem.
O que, então, sugere o Projeto Político Pedagógico?

A idéia de projeto político pedagógico sugere os objetivos e diretrizes pedagógicas, políticas, técnicas, científicas e sociais de uma escola/instituição. Independente da área, dedicar-se a elaboração de um Projeto Político Pedagógico permite de alguma maneira, aclarar o sentido de que todo Projeto Político Pedagógico tem implícito a visão de homem, a visão de mundo e a visão de um segmento. Para isso, temos de ter claro, as DIRETRIZES DA INSTITUIÇÃO (sociais, políticas e econômicas) e seus OBJETIVOS, no sentido de verificarmos o que espera do cidadão que ela está formando. Desta forma, refletir essas questões, deve ser a primeira preocupação dentro do Projeto Político Pedagógico e saber, ter claro, o que a Instituição e a comunidade envolvida ( pais ) esperam do seu aluno: competência "técnica"? Espírito crítico? Responsabilidade? Desenvolvimento da capacidade de resolução de problemas? Soluções criativas? Senso de cooperação? Capacidade de operar criticamente a realidade?

Discutir isso é necessário porque o projeto político pedagógico deve basear-se nas ações presentes e em expectativas para o futuro - planejar o impacto de decisões tomadas hoje. O projeto expressa, assim, propósitos, meios e um programa de ações que traz consigo um compromisso com pessoas, tecnologia e sistemas.

É claro que, se envolve esses compromissos, envolve necessariamente todas comunidades relacionadas em sua execução e de forma dinâmica, podendo sofrer alterações e adaptações na medida em que os dados da própria execução venham a exigir. O projeto político pedagógico está sempre sendo elaborado e avaliado em suas partes.
Desse modo, para se ter um diagnóstico precisamos ter claro:
1. Que tipo de aluno se pretende formar?
2. Como a estrutura curricular, o ensino, a aprendizagem, a metodologia, a pesquisa, extensão, avaliação etc., podem garantir esse diagnóstico.

Se o processo educativo é para formar agentes de mudança, o professor deve ter claro o que mudar, o que é transformar alguma coisa, quais os tipos de transformação social que existem, a quem interessam, e em que o conteúdo programático, a metodologia, a relação com o aluno favorece essa ou àquela opção.

A resposta a estas questões não é uma tarefa individual, ela é coletiva e expressa valores de um grupo, por exemplo: um grupo de professores, um grupo de pais, serventes e outros.

Através do Projeto Político Pedagógico da instituição percebemos sua concepção de homem e de universo. O conteúdo, o ensino, a metodologia, a pesquisa e a avaliação serão conseqüências de reflexões tais como: para que se ensina e porque se ensina; quais as razões do ensino? Quem será beneficiado? Os objetivos se justificam? Que se ensina? Como se ensina? Em que condições e contextos se ensina? Com quais recursos?

É necessário salientar que os objetivos centrais da formação devem estar no aluno e em sua aprendizagem. Apesar de o professor ser um personagem importante na aprendizagem, o aluno é o principal dentro do processo educativo.

Aprendizagem é a consciência (ou estado de alerta) de que as comunicações são recebidas de acordo com a sua expressão total e não simplesmente uma intenção que foi manifestada (comportamento). Com o auxílio de um outro que é significativo, o aluno que aprende é capaz de interrogar os seus sentimentos, escolher uma seqüência de ações e verdadeiramente comunicar a sua decisão para os outros de maneira adequada.

Gostaria de, para finalizar, abordar a questão da avaliação (como parte do projeto político pedagógico). A avaliação deverá ocorrer durante todo o processo de elaboração visando a um diagnóstico, necessariamente deve partir de informações básicas que permitam a elaboração de indicadores mais sistematizados buscando a pratica de uma Gestão Democrática.

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http://www.geocities.com/Athens/Delphi/8488/projetpolitped.html

Veja abaixo um documentário, em vídeo sobre educação continuada e projeto político pedagógico.
Eles estão divididos em duas partes de 10 minutos cada. Para acessá-los basta clicar no menu desta tela virtul

avaunitinso
Formação contínua e PPP - Parte 1


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OLIMPÍADA (o.lim.pí.a.da). Palavra do Dia.



Palavra do Dia:
OLIMPÍADA (o.lim.pí.a.da)

No dia 8 de agosto deu-se a abertura oficial dos Jogos olímpicos de 2008, que se realizam em Pequim, na China. Em sua 29ª edição, já pode ser considerada a maior olimpíada da era moderna, pois contará com delegações de 205 países que disputarão as medalhas em mais de 300 competições.

A palavra “olimpíada” tem sua origem no grego ‘olympiás, adis’ , que se referia no passado à competição que acontecia na cidade de Olímpia, na Grécia. Nos dias atuais, uma olimpíada é um evento que reúne diversas nações a cada 4 anos para a disputa de várias competições em diferentes esportes. Surgida no fim do século XIX, a olimpíada da era moderna em seu princípio só contava com atletas amadores, o que deixou de acontecer no século XX, com a abertura de espaço também para profissionais em determinados desportos.

>> Definição do dicionário Aulete Digital

OLIMPÍADA (o.lim.pí.a.da)

Substantivo feminino.

1 Esp. Conjunto dos jogos competitivos que se realizavam na Grécia antiga, originariamente na cidade de Olímpia, em honra a Zeus; JOGOS OLÍMPICOS

2 Espaço de quatro anos que permeava duas celebrações consecutivas dos jogos olímpicos

[Formação: Do gr. olympiás,adis]

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Os Jogos Olímpicos, ou Olimpíadas, tiveram origem na Grécia, país que cultuava os esportes e a cultura física. A organização oficial data do século IX a.C, embora muitos séculos antes já se registrassem competições esportivas pan-helênicas. Foram extintos no século II a.C., e recriados em Atenas em 1896, por iniciativa de Pierre de Coubertin, como a"primeira Olimpíada da era moderna". Desde então, segundo o modelo grego antigo, são disputadas de 4 em 4 anos (foram interrompidas durante as duas guerras mundiais), e têm como sede, em cada nova edição, uma cidade escolhida entre várias candidatas pelo Comitê Olímpico Internacional. O chamado ideal olímpico, de congraçamento através do esporte, é representado na bandeira olímpica por cinco argolas entrelaçadas, de cores diferentes, representando os cinco continentes. Durante toda a competição a bandeira fica hasteada, e arde a chama olímpica, acesa em Atenas e transportada por atletas em revezamento até o estádio central.
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quinta-feira, 7 de agosto de 2008

“Gattaca - A Experiência Genética”


“Gattaca - A Experiência Genética”
(Gattaca),

de Andrew Niccol
(1997)

Eixo Temático

O desenvolvimento das técnicas de manipulação genética decorrem do desenvolvimento das forças produtivas do trabalho social e da redução das barreiras naturais. É claro que, nas condições de uma sociedade de classes, onde predomina a divisão hierárquica do trabalho e a propriedade privada, tal avanço da ciência genética se traduz em possibilidades concretas de incremento do controle social estranhado. Neste caso, o capital tende a se apropriar do desenvolvimento das forças produtivas sociais para aprofundar seu controle de classe. Estamos diante de uma visceral contradição entre as imensas potencilaidades de desenvolvimento humano-genérico e da plena socialização da sociedade humana, e a aguda vigência de determinações de controle social estranhado e de exploração de classe. Ao lado do admirável mundo novo, subsiste velhos valores estranhados e sociabilidades corrompidas pela lógica do capital.

Temas-chave: técnica e tecnologia, capital e processo civilizatório, ecossistema social e contradições do capital, identidade e memória social.

Filmes relacionados: “Blade Runner”, de Ridley Scott; “Matrix”, dos Irmãos Wachowski; “Metropólis”, de Fritz Lang; “2001-Uma Odisséia no Espaço”, de Stanley Kubrick; “IA - Inteligência Artificial”, de Steven Spielberg; “Eu, Robô”, de Alex Proyas.


Análise do Filme

Annette Kuhn, em seu livro Alien Zone: Cultural Theory and Contemporary Science Fiction Cinema (Verso, 1990), observa que uma das características do cinema de ficção-científica é a sua intertextualidade. Ou seja, o gênero Science Fiction (SF) tende a se confundir com outros gêneros fílmicos, como, por exemplo, o Policial, a Comédia ou Horror. O que poderia significar essa intertextualidade do gênero Science Fiction? Ela é característica peculiar de um gênero fílmico (o de ficção-científica) que constitui sua trama narrativa a partir de uma determinada racionalidade (a racionalidade tecnológica), que é a própria racionalidade da sociedade moderna. Nesse caso, como a tecnologia perpassa os mais diversos aspectos da vida cotidiana moderna, ela não poderia deixar de estar no centro estruturante da trama filmica, principalmente em se tratando de um filme SF. O que acontece é que, no caso do filme SF, a trama filmica se constitui em função de uma determinada racionalidade tecnológica. Na verdade, a técnica e a tecnologia pulam adiante do argumento dramático, estruturando-o, sem dissolver sua linha argumentativa (que incorpora outras textualidades).

O filme Gattaca – A Experiência Genética, de Andrew Niccol (1997) é um caso exemplar. Apesar de ser um filme de ficção-científica deixa claro sua intertextualidade. A partir de um certo momento, Gattaca parece se tornar um filme policial ou de suspense quando a trama narrativa se desloca para a busca do assassino de um dos diretores da corporação Gattaca. No desenrolar da trama, todo o suspense se concentra no personagem Vincent Freeman, um Inválido condenado pelo seu código genético a tarefas degradantes (Freeman significa, literalmente, “homem livre”).

A sociedade de Gattaca está dividida em duas “classes sociais”, os Válidos, os “filhos da Ciência”, produtos da engenharia genética e da eugenia social, e os Inválidos, os “filhos de Deus”, submetidos ao acaso da Natureza e às impurezas genéticas. Gattaca retrata uma sociedade de classe cuja técnica de manipulação do código genético tornou-se prática cotidiana de controle social. Vincent é um jovem ambicioso, que almeja ir além do seu destino genético e decide assumir a personalidade de Jerome Morrow, um Válido que, em virtude de um acidente, ficou paralítico. Utilizando os serviços clandestinos de um “pirata genético”, Vincent clona os registros genéticos de Jerome. Sua ambição é driblar as restrições de classe e se integrar na elite intelectual e moral de Gattaca e realizar seu maior sonho: ir para o planeta Titã, satélite de Júpiter (seria uma alegoria de fuga do sistema do capital, de agudo cariz regressivo, tal como um "retorno ao útero materno"?).

No final, a trama de Gattaca sugere um drama familiar, no estilo de East of Eden, de Elia Kazan (com James Dean), quando Vincent encontra em Gattaca, seu irmão Anton, que descobre a verdadeira personalidade de Jerome e ameaça denuncia-lo. Torna-se claro, mais uma vez, a rivalidade entre irmãos (que é, no filme, a transfiguração de uma rivalidade de classe, cabe salientar): um, “filho de Deus”, nascido do acaso da Natureza, outro, produto de um planejamento genético quase perfeito.


O que se observa é que o tema da técnica de manipulação genética perpassa todo o drama policial (e familiar) de Gattaca. Apesar do mais alto controle social garantido pelo registro genético, a espécie humana continua a mesma: dividida em classes sociais e se utilizando de subterfúgios escusos e clandestinos para atingir seus interesses egoístas. Ao lado dos mais sofisticados recursos de manipulação genética, que hoje estão se tornando realidade pelos avanços da engenharia genética e da biologia molecular, assistimos a um jogo de ambição e fraude, seja a de Vincent para ter acesso à corporação Gattaca e realizar seu sonho de tornar-se astronauta; ou do diretor Josef, de Gattaca (representado pelo escritor Gore Vidal, num papel especial), que assassina outro diretor num jogo de poder.

Numa sociedade de controle social quase-absoluto, os “de baixo” apelam para fraudes sutis, clandestinas, como forma de resistência individual ao totalitarismo do destino genético. Nesse ambiente de resistência individual, pode-se perceber certa solidariedade entre os “de baixo”, como a atitude condescendente do faxineiro Caesar (representado por Ernest Borgnine) ou pelo médico Lamar, que aparentam certa simpatia pelos ideais transgressores de Vincent/Jerome.

O filme se passa na corporação Gattaca, mas poderia se passar num Campo de Concentração ou numa sociedade totalitária qualquer. E Vincent representa o herói americano – um anti-herói ao estilo de Charles Chaplin? - em sua luta contra o sistema, agora representado pelos imperativos categóricos da eugenia social. A ambição individualista de Vincent é que conduz a trama. A sua luta é contra o destino de classe – ou casta? - agora demarcado, graças ao avanço da técnica, pelo estigma do destino genético. É um destino genético produzido pelo homem, mas que, na medida em que é produto de um afastamento das barreiras naturais – o domínio do código da vida - numa sociedade de classe, tende a tornar-se uma “segunda natureza”. É contra essa “segunda natureza”, produzida pela manipulação técnica, que Vincent se revolta e busca uma saída individual.

Na ótica do Cinema de Hollywood, as saídas são individuais, apesar do drama possuir, antes de tudo, conteúdo de classe. A sociedade do capital, baseada na divisão hierárquica do trabalho, dividida em classe, com o desenvolvimento da técnica, tende a incorporar novas determinações de poder e de controle cada vez mais rígidas e com um lastro natural (pode-se, nesse caso, considerar mesmo uma divisão de classe, no sentido clássico, ou sim, uma divisão em casta ou de acordo com o sangue, bem ao estilo das sociedades tradicionais?).

Em Gattaca, os proletários seriam os Inválidos, os Condenados da Terra. Apesar disso, a atitude arrogante do verdadeiro Jerome diante de um policial que o interroga, numa certa passagem do filme, sugere que, mesmo entre os Válidos existe uma certa hierarquia de classe - a não ser que os policiais, guardiães da Ordem genético-fascista da sociedade de Gattaca, sejam da classe dos Inválidos. Não podemos culpar a técnica em si, mas a forma social que a desenvolve e se apropria dela.

Gattaca sugere o dualismo Acaso (ligado a “primeira natureza”) versus Planejamento (imperativo da “segunda natureza”). Pode-se apreender no filme, certa nostalgia de um passado distante em que um fio de cabelo era apenas um fio de cabelo (ou uma mera lembrança afetiva), e não um registro genético capaz de denunciar a identidade de classe das pessoas, através de exame de DNA. A luta de Vincent não é apenas contra o Sistema de Gattaca, mas contra si mesmo, contra seus fluidos e restos corporais capazes de denúncia-lo como Inválido. É o estranhamento assumindo proporções abismais, atingindo o próprio ser orgânico do homem, objeto de uma rede controlativa, de uma “grade”, talvez uma nova forma de ciberespaço, capaz de aprofundar o controle social do capital.


Mas apesar do clima totalitário, o filme expõe as falhas irremediáveis de Gattaca e do seu sistema de controle. Contra a técnica que supostamente desumaniza o homem, na verdade, já desumanizado pelo capital, o diretor e roteirista Andrew Niccol sugere uma “natureza humana” recalcitrante às imposições sistêmicas.

A perspectiva do filme Gattaca é tipicamente americana, mas o final não é propriamente um final feliz. O destino trágico do verdadeiro Jerome,que comete suicido se incinerando num auto-forno no exato momento em que Vincent parte para Titã, não deixa de ser um protesto contra a sociedade de Gattaca, que exclui como lixo humano todos os Inválidos, agora num sentido amplo, sejam eles de nascimento, sejam eles por incapacidade adquirida. E o sonho de Vincent (ir a lua Titã), não deixa de ser singelo e desesperador. É como se o único herói do filme busca-se lá fora o sentido da vida. Seria a sociedade de Gattaca uma “gaiola de ferro”, no sentido weberiano, ou seja, uma alegoria da sociedade (pós)-moderna, uma sociedade de classe em que só restaria, para as pessoas, adaptar-se, se auto-incinerar ou então viajar para Titã (se conseguir, é claro, apresentar-se como um Válido) ?


Giovanni Alves (2003)



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Só 25 cursos superiores tiraram nota máxima no Enade 2.007.



Os resultados do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) de 2007, divulgados hoje, atribuíram conceito máximo (nota 5) a apenas 25 dos 3.239 cursos universitários avaliados no País. Outros 596 cursos alcançaram conceito alto, com nota 4. Entre os medianos ficaram 785, com nota 3, e 722 foram classificados como de conceito baixo, com notas 1 ou 2. Pelo menos 1.110 cursos ficaram sem nota por ainda não terem alunos formados, informou o Ministério da Educação (MEC).

Dos 1.745 cursos pagos, nenhum atingiu nota máxima - 698 ficaram sem nota por não terem alunos formados. Duas das mais importantes instituições do País, Universidade de São Paulo (USP) e Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), optaram por não participar do exame. Ao todo, 258.342 universitários foram convocados para participar da avaliação. As provas foram aplicadas em 11 de novembro.

Dos 25 cursos classificados como de excelência, oito são de instituições estaduais e 17 de federais. A lista dos melhores inclui enfermagem (quatro cursos), farmácia (quatro), medicina (três cursos), nutrição (três), odontologia (três), medicina veterinária (dois) e um curso cada de agronomia, educação física, fisioterapia, serviço social, terapia ocupacional e zootecnia.


No total, foram avaliados os cursos de agronomia, biomedicina, educação física, enfermagem, farmácia, fisioterapia, fonoaudióloga, medicina, medicina veterinária, nutrição, odontologia, serviço social, tecnologia em radiologia, tecnologia em agroindústria, terapia ocupacional e zootecnia. A prova aplicada é a mesma para ingressantes e concluintes da mesma área e conta com 40 questões de múltipla escolha e dissertativas - 30 específicas do curso e dez de formação geral.

O Enade é uma avaliação obrigatória. Caso o aluno convocado não faça a prova, ele perderá o direito de receber o diploma de conclusão de curso. A prova faz parte do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes) para avaliar a qualidade dos cursos de graduação por meio do desempenho dos estudantes.

http://br.noticias.yahoo.com/s/06082008/25/manchetes-so-25-cursos-superiores-tiraram-nota-maxima-no-enade.html

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ATENÇÃO: a liberdade na internet corre sério risco


ATENÇÃO: A liberdade na internet corre sério risco.

Um projeto de Lei aprovado no Senado brasileiro quer bloquear as práticas criativas e atacar a Internet, enrijecendo todas as convenções do direito autoral. O Substitutivo do Senador Eduardo Azeredo quer bloquear o uso de redes P2P, quer liquidar com o avanço das redes de conexão abertas (Wi-Fi) e quer exigir que todos os provedores de acesso à Internet se tornem delatores de seus usuários, colocando cada um como provável criminoso. É o reino da suspeita, do medo e da quebra da neutralidade da rede. Caso o projeto Substitutivo do Senador Azeredo seja aprovado, milhares de internautas serão transformados, de um dia para outro, em criminosos. Dezenas de atividades criativas serão consideradas criminosas pelo artigo 285-B do projeto em questão. Esse projeto é uma séria ameaça à diversidade da rede, às possibilidades recombinantes, além de instaurar o medo e a vigilância.Se, como diz o projeto de lei, é crime "obter ou transferir dado ou informação disponível em rede de computadores, dispositivo de comunicação ou sistema informatizado, sem autorização ou em desconformidade à autorização, do legítimo titular, quando exigida", não podemos mais fazer nada na rede. O simples ato de acessar um site já seria um crime por "cópia sem pedir autorização" na memória "viva" (RAM) temporária do computador. Deveríamos considerar todos os browsers ilegais por criarem caches de páginas sem pedir autorização, e sem mesmo avisar aos mais comum dos usuários que eles estão copiando. Citar um trecho de uma matéria de um jornal ou outra publicação on-line em um blog, também seria crime. O projeto, se aprovado, colocaria a prática do "blogging" na ilegalidade, bem como as máquinas de busca, já que elas copiam trechos de sites e blogs sem pedir autorização de ninguém!Se formos aplicar uma lei como essa as universidades, teríamos que considerar a ciência como uma atividade criminosa já que ela progride ao "transferir dado ou informação disponível em rede de computadores, dispositivo de comunicação ou sistema informatizado", "sem pedir a autorização dos autores" (citamos, mas não pedimos autorização aos autores para citá-los). Se levarmos o projeto de lei a sério, devemos nos perguntar como poderíamos pensar, criar e difundir conhecimento sem sermos criminosos.O conhecimento só se dá de forma coletiva e compartilhada. Todo conhecimento se produz coletivamente: estimulado pelos livros que lemos, pelas palestras que assistimos, pelas idéias que nos foram dadas por nossos professores e amigos... Como podemos criar algo que não tenha, de uma forma ou de outra, surgido ou sido transferido por algum "dispositivo de comunicação ou sistema informatizado, sem autorização ou em desconformidade à autorização, do legítimo titular"?Defendemos a liberdade, a inteligência e a troca livre e responsável. Não defendemos o plágio, a cópia indevida ou o roubo de obras. Defendemos a necessidade de garantir a liberdade de troca, o crescimento da criatividade e a expansão do conhecimento no Brasil. Experiências com Software Livres e Creative Commons já demonstraram que isso é possível. Devemos estimular a colaboração e enriquecimento cultural, não o plágio, o roubo e a cópia improdutiva e estagnante. E a Internet é um importante instrumento nesse sentido. Mas esse projeto coloca tudo no mesmo saco. Uso criativo, com respeito ao outro, passa, na Internet, a ser considerado crime. Projetos como esses prestam um desserviço à sociedade e à cultura brasileiras, travam o desenvolvimento humano e colocam o país definitivamente para debaixo do tapete da história da sociedade da informação no século XXI.Por estas razões nós, abaixo assinados, pesquisadores e professores universitários apelamos aos congressistas brasileiros que rejeitem o projeto Substitutivo do Senador Eduardo Azeredo ao projeto de Lei da Câmara 89/2003, e Projetos de Lei do Senado n. 137/2000, e n. 76/2000, pois atenta contra a liberdade, a criatividade, a privacidade e a disseminação de conhecimento na Internet brasileira.




Por isso, manifeste sua rejeição ao projeto aqui>>> http://www.petitiononline.com/veto2008


Este testo é de autoria dos, professores Sérgio amadeu da silveira ( http://samadeu.blogspot.com ) e andré Lemos( andrelemos.info ).

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Família como sistema à luz da Psicopedagogia




DIALOGANDO SOBRE INTERVENÇÕES INSTITUCIONAIS – Mesa redonda realizada na I JORNADA INTEGRADA ABPp-SP e APTFFamília como sistema à luz da PsicopedagogiaMaria



Luiza Puglisi Munhoz

O nosso mundo está mudando e se transformando cada vez mais rápido, mas mesmo assim, face a essas mudanças, o homem moderno ainda se mantém fiel a um conjunto de valores que pertence a uma sociedade em que vive. E, nesse contexto, a família ao desempenhar sua função de elo de ligação entre a sociedade e seus membros, torna-se importante e necessária. A partir dessas mudanças, as características básicas das comunicações, das ações, dos ideais e dos estudos pertinentes passam a ser mais complexos em todos os campos de conhecimento, tornando-se visível a necessidade de uma abordagem global, que dê conta da complexidade das relações, para a compreensão das enfermidades do indivíduo e da família: é quando surge o pensamento sistêmico nos estudos dos sistemas humanos.

A família como um sistema dinâmico de interações, parte do sistema social, é constituída por subsistemas: membros que agem e interagem numa estrutura funcional ao se inserir nos outros sistemas humanos. São compostos pelos elementos da própria família, como: esposo/esposa, denominado de subsistema conjugal; o casal de pais, como subsistema parental e o grupo de irmãos, como subsistema fraternal. Esses subsistemas ao se articularem e interagirem, de maneira flexível e adaptável, desempenham as funções de um sistema que evolui através das etapas dos ciclos vitais: individual e familiar.

Sendo o indivíduo e a família dois sistemas em constante interação, será no contexto familiar que se darão as primeiras experiências de aprendizagem, demonstrando que muito mais do que o conteúdo a ser ensinado, está o modelo relacional que se imprime sobre a subjetividade de quem aprende. Isto confirma que o padrão de funcionamento interacional em um sistema familiar torna-se o aspecto fundamental para compreender como se dá a circulação do conhecimento e acesso à aprendizagem naquele dado contexto, visto que cada membro da família tem uma forma de operar ao construir o próprio conhecimento, que consiste na maneira pessoal de se aproximar do novo, do desconhecido para agregá-lo a seu saber. Processo esse, denominado por Fernandez de “ modalidade de aprendizagem” (1990).

Para a autora modalidade de aprendizagem é o resultado de uma história das experiências de aprendizagem do indivíduo em interação com o grupo familiar, refletindo, não somente, como ocorreram as experiências, mas também, como foram interpretadas por ele próprio e pelos seus pais. Isto porque a aprendizagem acontecerá justamente na produção das diferenças dos pais e dos filhos, ou seja, entre quem ensina e quem aprende. Cada uma das partes vai interpretar e passar conhecimentos de acordo com sua modalidade de aprendizagem, mantendo como referencial o significado que o aprender tem para o grupo familiar.

Partindo do enfoque de que a aprendizagem no contexto familiar opera de acordo com o modelo sistêmico, onde seus membros desempenham funções e criam expectativas mútuas, há necessidade de se estabelecer fronteiras nítidas entre os subsistemas para que a modalidade de aprendizagem ocorra naturalmente. Por funcionar como um sistema, como uma totalidade, a família tem um papel importante no desenvolvimento da autoria de pensamento de seus membros, ao oferecer a possibilidade de se individualizarem, diferenciando-se do grupo familiar. Cada subsistema evolui de maneira funcional ao se diferenciar uns dos outros em suas interrelações, propiciando a formação do ”eu sou” diferenciado, que se constrói na diversificação de papéis. A diferenciação se dá quando cada elemento de um sistema torna-se capaz de se posicionar com pensamentos e idéias próprias, como um ser pensante, que indaga, nega, questiona, faz as próprias escolhas e por elas se responsabiliza. Da mesma forma, o nível de diferenciação dos pais influencia os filhos, mantendo a possibilidade de continuidade de desenvolvimento no processo evolutivo. Quando é dado a cada membro o poder de escolha, de decisão e oportunidade de crescimento, então o pensar se torna mais crítico e criativo (Munhoz, 2001).

Sabemos que as famílias podem ser facilitadoras ou inibidoras desse processo, portanto compreendê-la em suas interações e significados sobre o que consiste a autoria de pensamento na formação do sujeito autor, como poder diferenciar-se de suas famílias de origem acaba sendo um ponto crucial nos estudos sobre a família, no desempenho de sua função educativa.Visão psicopedagógica sistêmicaAo situarmos a emergência e a evolução da Psicopedagogia no quadro geral das ciências podemos estabelecer com mais clareza as mudanças de paradigmas, posicionando-a numa nova forma de saber.

A ciência tradicional se apóia em uma metodologia de verificação objetiva do que pode ser controlado e manipulado, na busca de conhecer um só aspecto do fenômeno pesquisado, inspira-se num mecanismo causal e seqüencial de causa e efeito de um pensamento mecanisista. Subjaz a concepção de mundo de relações permanentes e imutáveis, regidas por regras simples, inspira-se no paradigma da simplificação. O que nos parece fundamental é a relação estabelecida entre o sujeito/objeto, caracterizada como posições distintas e independentes, na qual o pesquisador se aproxima do fenômeno a pesquisar de forma neutra, controlando as variáveis, a fim de manipulá-las, em busca da objetividade, reduzindo o diverso, o diferente a uma única dimensão.Sendo a Psicopedagogia um todo único, com uma dinâmica específica, fruto da integração de disciplinas que abordam os fenômenos humanos em suas interrelações, não se ajusta a essa concepção de mundo e, por si só, escapa às limitações impostas pelos objetivos, leis e paradigmas da simplificação, portanto, evolui para uma concepção mais ampla, definida, atualmente, como ciência contemporânea, que acompanha o mundo em sua trajetória: da estabilidade para a instabilidade; do simples para o complexo; do mundo estável para o mundo do processo, enquanto ocorrem os comportamentos humanos no seu percurso evolutivo de aprendizagem, com presença constante das interações e interligações dos eventos. E será nesse momento histórico que a Psicopedagogia procura romper com a ligação ensino-aprendizagem simplesmente, ao considerar tanto o aprender como processo, quanto o processo de construção de conhecimento, como ações conjuntas que não se detém somente ao ensinar.

É possível ensinar e aprender sem relacionar-se, sem influenciar e ser influenciado por alguém? E em todo o processo de aprendizagem não estão implicados os quatro níveis: o organismo, o corpo, a inteligência e o desejo? Não seria já um sistema interagindo com seus elementos?

Em resposta: consideramos a aprendizagem como a “ensinagem” ações que perpassam por muitas questões de ordem objetiva e subjetiva, que se articulam com o significado do que se quer conhecer, conectado aos vínculos internos e externos na relação com o conhecimento e a Psicopedagogia, área de estudo que se encontra entre os espaços existentes nessas relações, dá sentido às interações dessa rede complexa, pois o indivíduo não aprende sozinho e como conseqüência: os ensinantes, a família e a escola também aprendem juntos. Isso confirma que o conhecimento não é único e finito, ele se amplia, se modifica em suas interações familiares, escolares e socioculturais.


Referências Bibliográficas:


ALMEIDA, M. C. & CARVALHO, E.A (orgs.) Educação e complexidade, os sete saber e outros ensaios. São Paulo: Cortez Editora, 2002


FERNANDEZ, A. A inteligência aprisionada, Porto Alegre: Artes Médicas, 1990.


MUNHOZ,M.L.P. Casamento: ruptura ou continuidade dos modelos familiares?, 2a. ed. São Paulo: Expressão e Arte editora, 2001


_____________. Bases teóricas da visão sistêmica, in Métodos e técnicas de pesquisa em psicopedagogia,São Paulo: Mennon edições científicas, 2002.


POLITY, E. Dificuldade de Ensinagem que história é essa...?, São Paulo: Vetor editora, 2002.




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