From: MALUKODABRAZA
TIM MAIA - LABIOS DE MEL
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APRENDIZAGEM ACELERADA
Qualquer pessoa pode aprender mais
e melhor se estiver "condicionada para aprender".
E este condicionamento é obtido a partir
das técnicas de relaxamento, que abrem
os "poros do subconsciente" para a memorização perfeita.
Nota: está cientificamente provado que 80% das dificuldades da aprendizagem estão relacionadas com o estresse e que, reduzindo-se o estresse, melhoramos a qualidade da aprendizagem.
Quer saber mais,
http://www.esoterikha.com/coaching-pnl/pnl-aprendizagem-acelerada.phpFrom Officina.da.Mente,
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Método Audiolingual O Método Audiolingual é um dos diversos métodos existentes para o ensino de língua estrangeira, cujo objetivo é levar o aprendiz a comunicar-se na língua em estudo através do condicionamento e da formação de novos hábitos lingüísticos.
Uma das premissas básicas do método é que primeiro o aluno deve exercitar as habilidades orais ( ouvir e falar ), e só posteriormente, em uma segunda fase, as habilidades escritas ( ler e escrever ). Isso porque o aprendiz só pode ser exposto à escrita quando os padrões da língua oral já estiverem internalizados e automatizados.
A maior ênfase é nas estruturas lingüísticas, que são apresentadas em ordem de complexidade (scaffolding), cuja aprendizagem se dá por repetição e imitação. No nível elementar o vocabulário é limitado e controlado, para evitar a ocorrência de erros. Esse método baseia-se na teoria behaviorista ou comportamental (estímulo – resposta), e como tal, o erro é um reforço negativo a ser evitado.
Numa típica lição audiolingual, um diálogo é apresentado frase a frase; os alunos as repetem individualmente e em coro, até que o diálogo seja memorizado. As amostras de linguagem são cuidadosamente escolhidas, sendo dada preferência a fitas gravadas por falantes nativos, pois a amostra deve ser “perfeita”. A pronúncia nativa é exaltada e buscada a todo custo.
Recortes do diálogo são selecionados como “modelos” para exercícios de repetição e substituição, chamados “drills”.
Não há momentos de reflexão sobre gramática, pois se acredita que nesse método o aprendiz aprende por indução e pela repetição, e não por análises e explicações gramaticais.
A vantagem normalmente associada com o uso desse método é a aprendizagem acelerada, comprovada com o uso nas forças armadas americanas na Segunda Guerra Mundial, para o ensino das línguas européias aos soldados que partiam para as frentes de batalha.
(http://www.faced.ufba.br/rascunho_digital/textos/315.htm) Acessado em 05/02/2007.
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A água é o composto mais abundante da terra, ¾ do planeta é coberto de água, mas somente 2,6% é de água doce, o restante está presente nos oceanos e mares.
As plantas absorvem os nutrientes da terra depois de dissolvidos pela água. Através do nosso sangue, composto dágua, também recebemos os nutrientes de que precisamos. A água também retira os resíduos do nosso corpo através da urina.
Por milhões de anos a água faz o mesmo trajeto. Pela evaporação provocada pelo calor do sol, gotículas de água se desprendem dos rios, mares , lagos e sobem para o ar. Esse vapor d’água se condensa formando as nuvens. Quando o ar se esfria , as gotículas de água das nuvens tornam-se mais pesadas caindo sob a forma de chuvas. A água da chuva penetra no solo, umedecendo-o e alimentando as plantas e o restante vai para os rios e riachos para sofrer novamente o processo de evaporação. Nas camadas subterrâneas ela fica de 200 a 10 mil anos até voltar à superfície em alguma nascente.
Uma das maiores agressões ao meio ambiente é a poluição da água. Substâncias químicas e bactérias perigosas são jogadas nos rios através de esgotos domésticos e industriais poluindo as águas e destruindo ambientes naturais de plantas aquáticas e peixes. Atualmente muitas industrias possuem estações de tratamento de esgoto para a limpeza da água.
O campo também sofre com a poluição dos rios. Os fazendeiros usam produtos químicos e pesticidas, para adubar o solo ou matar pragas nas lavouras. Esses venenos infiltram-se no subsolo junto com a água da chuva ou são levados para os rios, contaminando a água.
Fonte: www.ucs.br
Pode admitir-se que a quantidade total de água existente na Terra, nas suas três fases, sólida, líquida e gasosa, se tem mantido constante, desde o aparecimento do Homem. A água da Terra - que constitui a hidrosfera - distribui-se por três reservatórios principais, os oceanos, os
continentes e a atmosfera, entre os quais existe uma circulação perpétua - ciclo da água ou ciclo hidrológico. O movimento da água no ciclo hidrológico é mantido pela energia radiante de origem solar e pela atração gravítica.
Pode definir-se ciclo hidrológico como a seqüência fechada de fenômenos pelos quais a água passa do globo terrestre para a atmosfera, na fase de vapor, e regressa àquele, nas fases líquida e sólida. A transferência de água da superfície do Globo para a atmosfera, sob a forma de vapor, dá-se por evaporação direta, por transpiração das plantas e dos animais e por sublimação (passagem direta da água da fase sólida para a de vapor).A quantidade da água mobilizada pela sublimação no ciclo hidrológico é insignificante perante a que é envolvida na evaporação e na transpiração, cujo processo conjunto se designa por evapotranspiração.
O vapor de água é transportado pela circulação atmosférica e condensa-se após percursos muito variáveis, que podem ultrapassar 1000 km. A água condensada dá lugar à formação de nevoeiros e nuvens e a precipitação a partir de ambos.
A precipitação pode ocorrer na fase líquida (chuva ou chuvisco) ou na fase sólida (neve, granizo ou saraiva). A água precipitada na fase sólida apresenta-se com estrutura cristalina no caso da neve e com estrutura granular, regular em camadas, no caso do granizo, e irregular, por vezes em agregados de nódulos, que podem atingir a dimensão de uma bola de tênis, no caso da saraiva.
A precipitação inclui também a água que passa da atmosfera para o globo terrestre por condensação do vapor de água (orvalho) ou por congelação daquele vapor (geada) e por intercepção das gotas de água dos nevoeiros (nuvens que tocam no solo ou no mar).
A água que precipita nos continentes pode tomar vários destinos. Uma parte é devolvida diretamente à atmosfera por evaporação; a outra origina escoamento à superfície do terreno, escoamento superficial, que se concentra em sulcos, cuja reunião dá lugar aos cursos de água. A parte restante infiltra-se, isto é, penetra no interior do solo, subdividindo-se numa parcela que se acumula na sua parte superior e pode voltar à atmosfera por evapotranspiração e noutra que caminha em profundidade até atingir os lençóis aqüíferos (ou simplesmente aqüíferos) e vai constituir o escoamento subterrâneo.
Tanto o escoamento superficial como o escoamento subterrâneo vão alimentar os cursos de água que desaguam nos lagos e nos oceanos, ou vão alimentar diretamente estes últimos.
O escoamento superficial constitui uma resposta rápida à precipitação e cessa pouco tempo depois dela. Por seu turno, o escoamento subterrâneo, em especial quando se dá através de meios porosos, ocorre com grande lentidão e continua a alimentar os cursos de água longo tempo após ter terminado a precipitação que o originou.
Assim, os cursos de água alimentados por aqüíferos apresentam regimes de caudal mais regulares.
Os processos do ciclo hidrológico decorrem, como se descreveu, na atmosfera e no globo terrestre, pelo que se pode admitir dividido o ciclo da água em dois ramos: aéreo e terrestre.
A água que precipita nos continentes vai, assim, repartir-se em três parcelas: uma que é reenviada para a atmosfera por evapotranspiração e duas que produzem escoamento superficial e subterrâneo.
Esta repartição é condicionada por fatores vários, uns de ordem climática e outros respeitantes às características físicas do local onde incide a precipitação: pendente, tipo de solo, seu uso e estado, e subsolo.
Assim, a precipitação, ao incidir numa zona impermeável, origina escoamento superficial e evaporação direta da água que se acumula e fica disponível à superfície. Incidindo num solo permeável, pouco espesso, assente numa formação geológica impermeável, produz escoamento superficial (e, eventualmente, uma forma de escoamento intermédia - escoamento subsuperficial), evaporação da água disponível à superfície e ainda evapotranspiração da água que foi retida pela camada do solo de onde pode passar à atmosfera. Em ambos os casos não há escoamento subterrâneo; este ocorre no caso de a formação geológica subjacente ao solo ser permeável e espessa.
A energia solar é a fonte da energia térmica necessária para a passagem da água das fases líquida e sólida para a fase do vapor; é também a origem das circulações atmosféricas que transportam vapor de água e deslocam as nuvens.
A atração gravitica dá lugar à precipitação e ao escoamento. O ciclo hidrológico é uma realidade essencial do ambiente. É também um agente modelador da crosta terrestre devido à erosão e ao transporte e deposição de sedimentos por via hidráulica. Condiciona a cobertura vegetal e, de modo mais genérico, a vida na Terra.
O ciclo hidrológico à escala planetária pode ser encarado como um sistema de destilação gigantesco, estendido a todo o Globo. O aquecimento das regiões tropicais devido à radiação solar provoca a evaporação contínua da água dos oceanos, que é transportada sob a forma de vapor pela circulação geral da atmosfera, para outras regiões. Durante a transferência, parte do vapor de água condensa-se devido ao arrefecimento e forma nuvens que originam a precipitação. O retorno às regiões de origem resulta da cação combinada do escoamento proveniente dos rios e das correntes marítimas.
Fonte: www.geocities.com
A água pura (H2O) é um líquido formado por dois átomos de hidrogênio e um de oxigênio e os cientistas acreditam que apareceu no planeta a cerca de 4,5 bilhões de anos atrás.
O ciclo da água, também denominado ciclo hidrológico, é responsável pela renovação da água no planeta. O ciclo da água inicia-se com a energia solar, incidente no planeta Terra, que é reponsável pela evapotranspiração das águas dos rios, reservatórios e mares, bem como pela transpiração das plantas.
As forças da natureza são responsáveis pelo ciclo da água. A água é fator decisivo para que a vida surgisse e se desenvolvesse na Terra.
O vapor d'água forma as nuvens, cuja movimentação sofre influência do movimento de rotação da Terra e das correntes atmosféricas.
A condensação do vapor d'água forma as chuvas. Quando a água das chuvas atinge a terra, ocorre dois fenômenos: um deles consiste no seu escoamento superficial em direção dos canais de menor declividade, alimentando diretamente os rios e o outro, a infiltração no solo, alimentando os lençóis subterrâneos.
A água dos rios tem como destino final os mares e, assim, fechando o ciclo das águas. A movimentação da água na natureza é mostrada na figura a seguir.
O volume total da água permanece constante no planeta, sendo estimado em torno de 1,5 bilhão de quilômetros cúbicos. Os oceanos constituem cerca de 97% de toda a água do planeta. Dos 3,6 % restantes, aproximadamente 2,25% estão localizados nas calotas polares e nas geleiras, enquanto apenas 0,75 % é encontrado na forma de água subterrânea, em lagos, rios e também na atmosfera, como vapor d'água.
From: fabrisbhFonte: www.cetesb.sp.gov.br
Parte 2 do Ciclo da Água.
Disciplinas e Interdisciplinaridade
| Ilustração: Michele Iacocca |
Há décadas professores e educadores em geral procuram formas de superar a fragmentação do conhecimento provocada pelo olhar acadêmico disciplinar na Educação Básica (Educação Infantil, Fundamental e Ensino Médio). No segmento de 5ª a 8ª série e no Ensino Médio essa fragmentação se torna ainda mais profunda, com professores de formações e visões educativas diferentes trabalhando com os mesmos alunos. Superar essa fragmentação, tornando a aprendizagem um processo significativo para crianças e jovens, é um desafio que procuramos superar em nosso cotidiano de sala de aula.
Quais as condições necessárias para encarar tal desafio? Como podemos planejar e desenvolver nossas práticas educativas de modo a superar, ainda que parcialmente, a fragmentação do conhecimento? Como evitar a velha pergunta "professor, por que eu preciso aprender isso?", tantas vezes ouvida por nós professores, tantas vezes formulada por nós mesmos no tempo em que éramos alunos? Como superar a fragmentação do conhecimento em uma instituição escolar cujo horário de funcionamento é um reflexo dessa própria fragmentação?
:: Conhecimento científico e conhecimento escolar
Para responder a essas questões devemos começar fazendo uma distinção importante: diferenciar as finalidades entre o conhecimento científico e o conhecimento escolar. Para o estudante as disciplinas acadêmicas "não devem ser o objeto de estudo, mas sim o meio para obter o conhecimento da realidade".
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) estabelece que a educação básica deve assegurar ao educando "formação comum indispensável para o exercício da cidadania e fornecer-lhe meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores". Para que essa formação se concretize, a mesma LDB estabelece, nas finalidades do Ensino Médio, "a compreensão dos fundamentos científico-tecnológicos dos processos produtivos, relacionando teoria com a prática, no ensino de cada disciplina".
Estes trechos da LDB foram escolhidos para dar início a uma reflexão sobre o papel das disciplinas científicas na educação básica do estudante. Essa reflexão é necessária por um motivo que não pode deixar de ser considerado desde o início: as universidades brasileiras escolhem seus estudantes por meio de uma prova de seleção que tem como conteúdos principais os conhecimentos próprios das disciplinas científicas. As provas que constituem os vestibulares exigem que os estudantes tenham conhecimentos próprios das disciplinas acadêmicas, em um nível de detalhe muito exagerado. Essa hipertrofia dos conhecimentos disciplinares acadêmicos tornou-se uma imposição que se reflete em todo Ensino Médio, chegando mesmo às séries finais do Ensino Fundamental. A principal conseqüência desse processo é a confusão que se estabelece entre as finalidades do conhecimento científico e as finalidades do conhecimento escolar.
De acordo com o texto da LDB, um cidadão que termina a Educação Básica deve ter a capacidade não só de compreender os fundamentos científico-tecnológicos dos processos produtivos, mas também, de aprimorar-se como pessoa humana, incluindo [...] o desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico. Ou seja, ao terminar a Educação Básica, o educando deve ter autonomia para, compreendendo os fundamentos científicos e tecnológicos dos processos produtivos, posicionar-se criticamente com relação aos investimentos em ciência e tecnologia que o país faz, utilizando os recursos conseguidos por meio dos impostos. No entanto, a hipertrofia dos conhecimentos disciplinares promovida pelos exames vestibulares, impede que a Educação Básica cumpra sua real tarefa.
"Você é capaz de visualizar imagens? Então pense no senso comum como as pessoas comuns. E a ciência? Tome esta pessoa comum e hipertrofie um dos seus órgãos, atrofiando os outros. Olhos enormes, nariz e ouvidos diminutos. A Ciência é uma metamorfose do senso comum. Sem ele, ela não pode existir. E esta á a razão por que não existe nela nada de misterioso ou extraordinário".
:: Educação unificadora ou fragmentária
| Ilustração: Luiz Maia |
Já na antiga Grécia, os filósofos se preocupavam com uma educação que fosse unificadora dos conhecimentos, procurando o desenvolvimento do indivíduo como um todo. Essa tradição se manteve até o surgimento da Ciência moderna. A partir do século XVIII, com o desenvolvimento da Física, da Química e da Biologia, começa a haver uma preocupação em distinguir o que seriam as ciências naturais dos conhecimentos ligados às produções humanas.
"Essa unidade de conhecimentos é quebrada definitivamente quanto Napoleão, em 1808, organiza o sistema de ensino da França criando a Universidade Imperial, na qual pela primeira vez na história diferenciam-se as faculdades de letras e as faculdades de ciências. Essa concepção estende-se a todo o mundo ocidental, formando, assim, uma diversificação intelectual ao criar a necessidade entre os alunos de escolher entre a cultura literária e a cultura científica, já que cada uma dessas culturas é separada da outra. Tal compartimentação do saber provoca o seguinte: um setor considerável do campo epistemológico é construído como se o outro não existisse".
Essa divisão do conhecimento em dois campos distintos repercutiu na educação dos jovens muito intensamente. Para se ter uma idéia, até o ano de 1971, no Brasil, havia dois cursos que correspondiam ao atual ensino médio, seus nomes eram Clássico e Científico. A escolha entre um ou outro era feita em função da carreira profissional que o estudante almejava. Escolhia o Clássico quem pretendia fazer Letras, Direito, Sociologia e áreas afins. Escolhia o Científico quem ia estudar Engenharia, Medicina, Física, Biologia, etc.
Atualmente, a educação escolar vive um dilema: precisa se transformar para atender as reais necessidades de formação dos cidadãos brasileiros, cumprir sua finalidade de assegurar ao educando formação indispensável para o exercício da cidadania e fornecer-lhe meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores. Porém, é compelida a manter uma rotina de aulas expositivas voltadas a conteúdos que são determinados quase imperiosamente pelas disciplinas acadêmicas. Há uma identificação entre conhecimentos escolares e conhecimentos científicos, quando, a rigor, estes últimos deveriam se constituir a fonte e o meio para a compreensão da realidade.
Apesar dos grandes esforços empreendidos pela sociedade brasileira com relação à democratização da educação escolar, esta tem ocorrido apenas no que diz respeito ao ingresso à escola. Podemos dizer que no Brasil, atualmente, 97% das crianças em idade escolar conseguem ingressar no sistema educacional. No entanto, essa possibilidade de ingresso não se concretiza em formação escolar, pois a maior parte dos alunos que inicia a 1ª série do ensino fundamental não chega a terminá-lo.
Esse enorme desastre tem como uma de suas principais causas o fato de que, apesar de permitir a entrada de todos, a escola continua funcionando de acordo com a mesma concepção de educação que possuía em décadas anteriores: o ensino praticado em nossas escolas continua sendo propedêutico e seletivo.
Ensino propedêutico é aquele organizado com o único objetivo de levar o aluno a um nível mais adiantado. É sempre um ensino preparatório. A educação infantil prepara para o ensino fundamental que, por sua vez, prepara para o ensino médio. Este prepara para a universidade.
Ensino seletivo é aquele voltado à escolha dos melhores. Os que conseguem fazer as provas, os que conseguem aprender sem precisar de ajuda específica, os que já vêm "preparados de casa".
Nossa escola atual não pode selecionar quem entra, mas seleciona quem pode ficar. Fica quem tem condições de agüentar o difícil caminho de aprender os conteúdos científicos tornados uma quantidade enorme de informações. Uma escola na qual aprender é quase sempre sinônimo de "ter decorado".
| Ilustração: Luiz Maia |
Essa escola continua, portanto, seletiva e propedêutica, porém, suas finalidades (ao menos em intenção) mudaram, ela precisa ser uma escola democrática. Uma escola que, além de preparar os cidadãos para a vida democrática, seja o principal agente de democratização do saber em nossa sociedade.
A construção de uma escola democrática passa, necessariamente, pelo rompimento com essa visão "seletiva e propedêutica", e uma das formas de empreender essa construção é desenvolver um ensino interdisciplinar. Um ensino no qual as atividades de aprendizagem dêem prioridade à capacidade de pensar os problemas reais que afligem a sociedade, problemas esses que não pertencem a uma disciplina específica e que para serem resolvidos precisam dos conhecimentos científicos disciplinares.
Falando de forma mais direta. No ensino de ciências da natureza devemos valorizar o aluno que sabe a lista de raízes comestíveis de cor, ou o aluno que ao ver uma mandioca se pergunta "Isso é uma raiz ou um caule? Em que fonte de informação eu poderia tirar essa dúvida?"
O ensino interdisciplinar deve ser uma preocupação permanente em todas as atividades propostas pelos professores a seus alunos. Para isso, é importante ter claro as diversas relações que podemos estabelecer entre os conhecimentos das diversas disciplinas acadêmicas: Lingüística, Literatura, Matemática, Biologia, Física, Química, Astronomia, Astrofísica, Geologia, Geografia, História etc.
"No campo do ensino, pode-se dizer que:
| VirTouch dá a sensação de que o monitor tem relevo |
Ele vai varrer e aspirar o chão da casa, lavar a louça, preparar as refeições e fazer a barba do dono, tornando-se literalmente seu braço direito e esquerdo. Projetado pela Universidade de Staffordshire, na Inglaterra, o Flexibot vai auxiliar deficientes físicos em tarefas impossíveis de cumprir sem os movimentos dos membros. Comandado por um pequeno motor, o robô rasteja pela casa como uma minhoca e seus braços mecânicos se acoplam a conectores instalados na parede. É assim que ele consegue obter os comandos necessários para executar tarefas como lavar o banheiro ou apanhar um livro na estante. O primeiro protótipo da invenção deve estar pronto até o final do ano.
| Jeff Miller | |
| Sensor na língua aponta qual direção tomar... |
Inovações tecnológicas como o robô-enfermeiro ajudam cada vez mais a melhorar a qualidade de vida de quem está privado dos movimentos ou da visão. A lista de produtos é grande e inclui desde programas que ajudam deficientes visuais a navegar pela internet até bengalas digitais e mouses que não dependem da mão para funcionar. O mercado consumidor não é pequeno. A Organização Mundial de Saúde estima que um entre dez habitantes do planeta tem algum tipo de deficiência física ou motora. No Brasil, isso representa mais de 16 milhões de pessoas. No mundo todo, somam meio bilhão de seres humanos.
| Staffordshire University | |
| ... e o robô Flexibot executa as tarefas cotidianas em casa |
Elo social – Há casos em que o acesso à tecnologia é a única forma de comunicação com o mundo exterior. O melhor exemplo é o físico inglês Stephen Hawking. Portador de esclerose degenerativa lateral, doença progressiva que o atou a uma cadeira de rodas, Hawking perdeu a fala em 1985. Desde então, usa um computador que opera com um único dedo para escrever livros, criar fórmulas físicas e preparar palestras, que profere com a ajuda de um sintetizador de voz grudado à cadeira.
| Reuters | |
| Hawking se comunica utilizando um só dedo e o PC |
O som emitido por máquinas também ajuda um grupo de brasileiros. A Rede Saci, entidade ligada à Universidade de São Paulo e à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), oferece gratuitamente no site www.saci.org.br um programa que faz o PC ler em voz alta as frases e a descrição das fotos que aparecem na tela. Logo que o software é acionado, vem a pergunta em alto e bom som: “O que deseja?”, seguida de menus sonoros para o usuário responder de viva voz. O mesmo acontece no HomePageReader, programa de comando de voz da IBM que finalmente ganha versão em português em junho, por R$ 345. O software tem manual em braile e alterna idiomas automaticamente, possibilitando a navegação nos sites escritos em português, inglês e outros sete idiomas.
| Ricardo Giraldez | |
| Adenilson reconquistou o emprego após a paralisia |
Um bom aliado dos softwares de voz é o mouse da empresa israelense VirTouch. Com pinos de metal que sobem e descem de acordo com a cor que aparece sob o cursor que corre pela tela, ele permite que os usuários tenham a sensação tátil daquilo que é exibido no monitor – como se páginas da internet tivessem relevo e pudessem ser tocadas com o mouse. O programa ajuda os deficientes visuais a “ler” palavras escritas em braile e no alfabeto convencional, além de ter a sensação tátil dos contornos de fotos ou mapas. O problema é o preço: US$ 5 mil.
Dentro de cinco anos, até a boca ajudará quem não consegue enxergar. Cientistas da Universidade de Wisconsin, nos EUA, projetam um sistema em que 144 minúsculos condutores elétricos – eletrodos – são grudados na língua e conectados a uma câmera digital. O dispositivo emite choques elétricos na língua, indicando qual a direção certa para evitar a colisão com obstáculos. Um sistema mais simples foi criado por três alunos de 17 a 19 anos do curso técnico de eletricidade da Fundação Escola Técnica Liberato Salzano Vieira da Cunha, de Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul. A bengala dotada de uma espécie de sonar identifica objetos e orienta o dono por meio de frases como “cuidado” ou “vá mais para a direita”.
| O TrackIR ajuda a navegar na internet |
Recomeço – A deficiência nos braços e mãos foi definitiva para o vendedor de autopeças paulistano Adenilson Paula de Souza, 18 anos. No começo do ano passado, ele lesou a coluna vertebral depois de capotar o carro numa estrada. Sem mobilidade nas pernas, Adenilson recupera lentamente o movimento dos braços. “O computador incentivou minha melhora”, diz o jovem adepto de um programa da Rede Saci feito para deficientes físicos. O programa faz o PC reproduzir no monitor um teclado virtual sobre o qual uma seta passa continuamente. Para digitar textos e enviar e-mails, Adenilson move a mão que aciona um botão quando o cursor está sobre a tecla desejada. O esforço do jovem não foi em vão. Seu antigo chefe ofereceu-lhe o emprego de volta, dessa vez numa função administrativa.
Outra solução para quem só tem movimentos do pescoço para cima é o TrackIR, vendido por US$ 100 no site www.naturalpoint.com. O sistema permite que o deficiente mova a seta do mouse com a cabeça. Para isso, gruda na testa um adesivo metalizado que reflete os raios infravermelhos emitidos por um dispositivo apoiado sobre o monitor. O aparelho identifica para onde o usuário aponta a cabeça e move o cursor na mesma direção. Para dar um clique, basta parar a seta sobre o objeto desejado por mais de cinco segundos. Depois, é só navegar por onde quiser. Sem limites.
Toffoli indica quais peritos vão poder analisar material do caso Master A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) divulg...