Recém-lançamento da plataforma é baseado em fatos reais e conta a história de uma investigação feita pelo jornalista Michael Finkel.
Por Redação Guia da Semana | Foto: Divulgação
Recém-lançamento da Netflix, "A História Verdadeira" mal chegou e já tem feito barulho entre os fãs da plataforma. Estrelado por James Franco e Jonah Hill, o longa conta a história de uma investigação feita pelo jornalista Michael Finkel depois de ter sido demitido do "New York Times".
Baseado em fatos reais, o filme conta com aspectos incríveis, outros não muito e, sem dúvidas, com um ritmo envolvente - o que faz com que, mesmo com defeitos, o longa seja considerado um daqueles imperdíveis do streaming.
O Guia da Semana lista abaixo tudo o que você precisa saber a respeito do filme "A História Verdadeira". Confira:
BASEADO EM FATOS REAIS
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Baseado em fatos reais, o filme conta a saga do jornalista Michael Finkel (Jonah Hill) que, ao ser demitido do New York Times, descobre que um criminoso da lista dos mais procurados do FBI está usando o seu nome. O enredo nos mostra o encontro de Finkel com Christian Longo (James Franco) e também o desenrolar de uma relação que se estabelece de forma inesperada. A produção gira em torno de uma investigação longa que engloba assassinato, amor, engano e redenção.
ATUAÇÕES
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Com uma dupla de peso, o longa surpreende com atuações brilhantes, como a de Jonah Hill, que, conhecido por comédias escrachadas, dá vida ao jornalista Michael Finkel com maestria. Já James Franco está impecável e vive o criminoso Christian Longo, que, com trejeitos cheios de mistério e desdém, nos prende do início ao fim da trama.
RESPONSABILIDADE DE IMPRENSA E ASPECTOS PSICOLÓGICOS
Além de uma boa história, o filme traz também uma instigante reflexão sobre a responsabilidade do jornalismo com a verdade e, com muita delicadeza, nos debruça sob a linha tênue que a separa da mentira. Ponto importante também é a relação entre fonte e jornalista e, neste quesito, é impossível não lembrar de "Capote" - o que nos faz refletir ainda mais sobre a questão do profissionalismo e também do motivo que os leva a criar uma relação e qual seria ela.
QUASE INCRÍVEL
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Apesar de muitos aspectos positivos, o filme nos dá a impressão de um andamento fraco e, mesmo com uma história tão incrível, deixa a desejar. Em alguns momentos, o fio condutor fica confuso, fazendo com que nos desconectemos da obra. O título é de fato interessante, mas ainda é quase incrível.
Srila Suta Goswami disse: “ó sábios, permitam que eu ofereça minhas humildes e respeitosas reverências ao Supremo Senhor Hari, Bhagavan Sri Krishna, o filho de Devaki e Vasudeva, por cuja misericórdia posso descrever o dia de jejum que remove todos tipos de pecados. Foi para o devotado Yudhishthira que o Senhor Krishna glorificou os vinte e quatro Ekadashis primários, que destroem pecado, e agora vou recontar uma dessas narrativas para vós. Grandes sábios eruditos selecionaram estas vinte e quatro narrativas dos dezoito Puranas, pois são realmente sublimes.
Yudhishthira Maharaja disse: “ó Senhor Krishna, ó Vasudeva, por favor aceite minhas humildes reverências. Por favor descreva para mim o Ekadashi que ocorre durante a parte iluminada do mês de Chaitra (mar/abr). Qual é seu nome e quais são suas glórias?” O Senhor Sri Krishna respondeu: “ó Yudhishthira, por favor ouça-Me atentamente enquanto relato a antiga história deste sagrado Ekadashi, uma história que Vasishtha Muni certa vez relatou para o Rei Dilipa, o bisavô do Senhor Ramachandra.
O Rei Dilipa perguntou ao grande sábio Vasishtha: “ó brahmana sábio, desejo ouvir sobre o Ekadashi que vem durante a parte iluminada do mês de Caitra. Por favor descreva-o para mim.”
Vasishtha Muni respondeu: “ó rei, tua indagação é gloriosa. De bom grado contarei o que desejas saber. O Ekadashi que ocorre durante a quinzena clara de Caitra é chamado Kamada Ekadashi. Ele consome todos pecados, assim como um incêndio florestal consome um suprimento de lenha seca. É muito purificante, e confere o mais alto mérito a quem o observa fielmente. ó rei, agora ouça uma antiga história, que é tão meritória que remove todos nossos pecados simplesmente por ser ouvida. Uma vez, há muito tempo atrás, existia uma cidade-estado chamada Ratnapura, que era decorada por ouro e jóias e na qual serpentes de afiadas presas desfrutavam da intoxicação. O Rei Pundarika era o governante deste mais belo reino, que contava com muitos Gandharvas, Kinnaras, e Apsaras entre seus cidadãos.
Entre os Gandharvas havia Lalita e sua esposa Lalitã, que era uma dançarina especialmente maravilhosa. Estes dois tinham intensa atração um pelo outro, e seu lar era cheio de grande riqueza e finos alimentos. Lalitã amava seu marido muito, e por sua vez ele também constantemente pensava nela em seu coração.
Uma vez, na corte do Rei Pundarika, muitos Gandharvas estavam dançando e Lalita estava cantando sozinho, sem sua esposa. Não pode evitar de pensar nela enquanto cantava, e por essa distração perdeu-se na métrica e melodia da canção. De fato, Lalita cantou indevidamente o final de sua canção, e uma das serpentes invejosas que estava presente na corte do rei queixou-se ao rei que Lalita estava absorto em pensar na sua esposa em vez de no seu soberano. O rei ficou furioso ao ouvir isso, e seus olhos ficaram vermelhos de raiva. De repente ele berrou: “ó tolo valete, porque estavas pensando luxuriosamente numa mulher em vez de pensar reverentemente em teu rei enquanto realizavas teus deveres reais, eu te amaldiçôo imediatamente a virares um canibal!”
Ó rei, Lalita imediatamente virou um temível canibal, um grande demônio comedor de gente, cuja aparência aterrorizava todo mundo. Seus braços tinham oito milhas de comprimento, sua boca era grande como uma enorme caverna, seus olhos eram imponentes como o sol e a lua, suas narinas assemelhavam-se a enormes fossos na terra, seu pescoço era uma verdadeira montanha, seus quadris tinham quatro milhas de largura, e seu corpo gigantesco media sessenta e quatro milhas de altura. Assim o pobre Lalita, o amoroso cantor Gandharva, teve que sofrer a reação de sua ofensa contra o Rei Pundarika.
Vendo seu marido sofrendo como um horrível canibal, Lalitã foi tomada de tristeza. Pensava: “Agora que meu querido marido está sofrendo os efeitos da maldição do rei, que será de mim? Que devo fazer? Para onde devo ir? Desse modo Lalitã lamentava dia e noite. Em vez de gozar da vida como uma esposa de Gandharva, ela tinha que vagar por toda selva densa com seu monstruoso marido, que caíra completamente sob o encanto da maldição do rei e estava inteiramente ocupado em terríveis atividades pecaminosas. Ele perambulava vacilante pelas regiöes inóspitas, um ex-semideus Gandharva belo, agora reduzido a um comportamento fantasmagórico de comedor de gente. Totalmente transtornada ao ver seu querido marido sofrer tanto em sua horrorosa condição, Lalitã começou a chorar enquanto seguia sua louca jornada.
Por boa fortuna, entretanto, Lalitã em certo dia encontrou o sábio Shringi. Estava sentado num pico da famosa Colina Vindhyacala. Aproximando-se dele, imediatamente ela ofereceu ao asceta suas respeitosas reverências. O sábio notou-a curvando-se diante dele e disse: “ó mais bela, quem és? De quem és filha, e porque vieste até aqui? Por favor conta-me tudo de verdade.”
Lalitã respondeu: “ó grande sábio, sou filha do grande Gandharva Viradhanva, e meu nome é Lalitã. Vago pelas florestas e planícies com meu querido marido, que o Rei Pundarika amaldiçôou a se tornar um demônio comedor de gente. ó brahmana, estou grandemente aflita por ver sua forma feroz e atividades terrívelmente pecaminosas. ó mestre, por favor conta-me como poderei realizar algum ato de expiação em prol de meu marido. Que ato piedoso poderei fazer para libertá-lo de sua forma demoníaca, ó melhor dos brahmanas?”
O sábio respondeu: “ó donzela celestial, existe um Ekadashi chamado Kamada que ocorre na quinzena luminosa do mês de Caitra. Está chegando em breve. Se observares este jejum de Ekadashi de acordo com suas regras e regulaçöes e deres o mérito que assim acumulares a teu marido, ele será liberto da maldição de imediato.” Lalitã ficou muito contente ao ouvir estas palavras do sábio.
Lalitã observou fielmente o jejum de Kamada Ekadashi segundo as instruçöes do sábio Shringi, e no Dvadashi el lo cantor celestial adornado com muitos ornamentos lindos. Agora, com sua esposa Lalitã, ele podia desfrutar de mais opulência que antes. Tudo isso se dera pelo poder e glória do Kamada Ekadashi. Afinal o casal Gandharva embarcou num aeroplano celestial e ascendeu ao céu.”
O Senhor Sri Krishna continuou: “ó Yudhishthira, melhor dos reis, quem quer que ouça esta maravilhosa narrativa deve certamente observar o sagrado Kamada Ekadashi ao melhor de sua capacidade, por conceder mérito tão grande ao devoto fiel. Portanto descrevi suas glórias para ti em benefício de toda humanidade. Não há Ekadashi melhor que Kamada Ekadashi. Ele pode erradicar até mesmo o pecado de matar um brahmana, e também nulifica maldiçöes demoníacas e limpa a consciência. Em todos três mundos, entre as entidades móveis e imóveis, não existe dia melhor.”
Assim termina a narrativa das glórias de Caitra-sukla Ekadasi, ou Kamada Ekadasi, conforme aparece no Varaha Purana.
Sri Rama Navami é o dia auspicioso do aparecimento do Senhor Sri Ramachandra. Sri Ramachandra apareceu no mês de Chaitra (março-abril), no nono dia da lua crescente (Chaitra Masa, Shukla Paksha, Navami Tithi) e este dia em particular é celebrado como Sri Rama Navami todos os anos.
Sri Ramachandra apareceu como o filho de Dasharatha, o rei de Ayodhya, que veio da dinastia de Maharaja Ikshvaku (também conhecido como Raghu vamsha). Dasharatha teve três esposas: Kaushalya, Kaikeyi e Sumitra, mas não teve filhos. Seguindo o conselho de Maharishi Vashishtha, o rei realizou um Putra Kameshti Yajna. Como resultado, as três esposas conceberam filhos. Kaushalya deu à luz Rama e Kaikeyi deu à luz Bharata. Sumitra deu à luz os gêmeos: Lakshmana e Shatrughna.
A vida e as atividades de Sri Rama são explicadas em detalhes pelo grande sábio Valmiki no épico Ramayana. Uma versão resumida do Ramayana narrado por Shukadeva Goswami para Parikshit Maharaja está incluída no nono canto do Srimad-Bhagavatam (Bhagavata Purana).