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domingo, 22 de outubro de 2023
sábado, 21 de outubro de 2023
Hoje é o dia sagrado de Dussehra (Dassera) é um dos importantes festivais hindus, celebrado com muita alegria em todo o país. A ocasião marca a ocasião em que o Senhor Rama e o irmão Lakshman se aproximaram de Mãe Durga para pedir-lhe suas bênçãos em Seu ataque planejado ao demônio Ravana
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Um Convite para mediocridade fórmula para a letargia Por João Maria andarilho utópico. Indicação de Leitura 62
Durante os últimos dois anos, uma jovem transformou quase todos os aspectos de sua vida. Parou de fumar, correu uma maratona e foi promovida. Em um laboratório, neurologistas descobriram que os padrões dentro do cérebro dela mudaram de maneira fundamental.
Publicitários da Procter & Gamble observaram vídeos de pessoas fazendo a cama. Tentavam desesperadamente descobrir como vender um novo produto chamado Febreze, que estava prestes a se tornar um dos maiores fracassos na história da empresa. De repente, um deles detecta um padrão quase imperceptível e, com uma sutil mudança na campanha publicitária, Febreze começa a vender um bilhão de dólares por ano.
Um diretor executivo pouco conhecido assume uma das maiores empresas norte-americanas. Seu primeiro passo é atacar um único padrão entre os funcionários, a maneira como lidam com a segurança no ambiente de trabalho, e logo a empresa começa a ter o melhor desempenho no índice Dow Jones.
O que todas essas pessoas tem em comum? Conseguiram ter sucesso focando em padrões que moldam cada aspecto de nossas vidas. Tiveram êxito transformando hábitos. Com perspicácia e habilidade, Charles Duhigg apresenta um novo entendimento da natureza humana e seu potencial para a transformação.
Como muitos já sabem, eu tento facilitar ao máximo o trabalho para vocês, então deixei o livro em PDF no Google Drive. É só clicar no botão ou na imagem que você será direcionado para o drive. Dentro dele, clique no arquivo para fazer o download. Rápido, simples e prático.
Psiquiatria em crise

A vida profissional de Guido Palomba é inteira dedicada à Psiquiatria Forense, área em que atua desde 1974, quando ainda era estudante de Ciências Médicas, em Santos. Hoje, com mais de 15 mil laudos redigidos e guardados em papel e no computador, perícias cíveis e criminais realizadas em praticamente todas as comarcas do Estado de São Paulo, ele é a referência por trás da série de Bráulio Mantovani, Mal Secreto, prevista para ser gravada pela Globo ainda esse ano.
Não é por menos. Palomba foi estagiário do Hospital Psiquiátrico do Juquery, considerada uma das mais antigas e maiores colônias psiquiátricas do Brasil, localizada em Franco da Rocha. Formou-se, em 1974, pela Faculdade de Ciências Médicas de Santos e especializou-se em psiquiatria forense com título reconhecido pela Associação Médica Brasileira, Associação Brasileira de Psiquiatria e Sociedade Brasileira de Medicina Legal. Foi médico e médico-chefe do Manicômio Judiciário de São Paulo (1975-1985).
Tanta experiência faz dele um crítico obstinado da atual Psiquiatria Ocidental, a qual ele acusa de estar em franca decadência. A ponto de impulsioná-lo a escrever o livro, “A Decadência da Psiquiatria Ocidental” (prelo), previsto para sair ainda esse ano.
Nesta entrevista, ele fala sobre a área e o que mudou nestes anos de atuação, critica, entre outras coisas, as classificações internacionais de doenças, como a CID-10 e a DSM-5, e explica porquê não é favorável à Lei Antimanicomial. Leia a seguir:
- Como se deu a sua trajetória profissional?
Estagiei no Hospital Psiquiátrico do Juquery antes de me formar e depois trabalhei lá continuamente por 10 anos. Foi lá onde, profissionalmente, nasci, troquei meus primeiros passos, foi onde aprendi a andar sozinho e foi também meu santuário. Nunca deixei de fazer Psiquiatria Forense e continuo aprendendo com os casos em que trabalho. Aliás, o aprendizado ininterrupto é o que considero o grande estímulo da especialidade.
- Dê um exemplo de um desses aprendizados:
Quando eu penso que mais de 15 mil laudos redigidos e guardados em papel e no computador me atestam que já vi de tudo, tem casos que surpreendem absurdamente. Mas preciso deixar claro que não gosto do crime, da agressão. O que me intriga e me surpreende é a deformidade psicopatológica. E para lidar com isso é preciso muita base para construir toda a estrutura da psicopatologia, inclusive conhecimentos de Filosofia e Teologia.
- Entendo que a abordagem filosófica faz você ampliar sua visão de mundo e refletir sobre outros pontos de vista. Mas como a estrutura da psicopatologia tem a ver com a Teologia?
Da mesma forma que a Filosofia ilumina a Ciência, que no meu caso é a Psicologia e a Psiquiatria, a Teologia ilumina a Filosofia. Assim, se você, por exemplo, é um dualista, pode ser que entenda o ser humano como Freud, um idealista que achava que a doença mental é causada por um problema mental. Ao contrário, se você é um aristotélico tomista, que é o meu caso, possivelmente entende o corpo e a psique como substâncias: não há nada corpóreo que não tenha na mente e vice versa e, por isso, o problema mental também é um problema orgânico. Além disso, há os organicistas puros, aqueles que não acreditam na alma (ou psique) e são ateus. Tudo isso pode trazer informações importantes na hora de analisar uma estrutura psicopatológica.
- O que mudou na área desde o início da sua carreira?
Ainda que eu aprenda constantemente, o que eu vejo, atualmente, é uma extraordinária decadência da Psiquiatria, que não condiz com as mudanças do século XXI. A Psiquiatria está dominada pelos psicofármacos. O psiquiatra do século XXI acredita que o ser humano como um amontoado de neurônios, banhados por neurotransmissores, que precisam ser regulados por remédios. Hoje, vendem-se mais antidepressivos que pomada para assadura e antibiótico, muito por conta da influência do marketing pesado das indústrias. Quero deixar claro que não tenho nada contra a indústria ou o capitalismo, mas hoje, os psiquiatras do século XXI receitam antidepressivos para parar de fumar, para emagrecer, para tensão pré-menstrual e se uma pessoa tiver triste porque perdeu um ente querido e for num consultório, certamente sairá de lá com o diagnóstico de bipolar e uma receita na mão.
- E no caso específico da Psiquiatria Forense, essa decadência também é percebida?
A Psiquiatria Forense está na mão de psiquiatras clínicos improvisados – e há uma diferença brutal entre esses dois profissionais. Eu, por exemplo, não sei receitar, não faço atendimento. Na Psiquiatria Forense, como falta formação ou os especialistas são em número insuficiente, as autoridades constituídas nomeiam psiquiatras clínicos. Essa decadência, a meu ver, tem a ver com as classificações internacionais, como a CID e o seu arremedo, o DSM-5, que são mal feitas e sem nenhuma base científica.
- Como seria, na sua opinião, a maneira correta de classificar essas doenças?
A CID e a DSM-5 classificam as doenças mentais com base de um questionário ou protocolo – que funciona mais ou menos assim. Diante de uma pessoa com um possível transtorno alimentar, pergunta-se para ela quantas vezes na semana ela se olha no espelho, quantas vezes se compara com o corpo de outra pessoa e quantas vezes subiu na balança. Ao somar todas as respostas e compará-las a um padrão qualquer, a pessoa pode ser diagnosticada com bulimia nervosa. Isso lembra, com todo o respeito, aos questionários das revistas de bancas que adolescentes respondiam para saber se o amor era correspondido. Esse método de classificação só é possível com a morte da Psicopatologia.
- De que maneira isso acontece na prática?
Para definir se uma pessoa tem distúrbio de pensamento, por exemplo, é preciso saber qual tipo de distúrbio de curso (que pode ser acelerado, lento, desagregado, com fuga de ideias ou prolixidade) apresenta, pois cada um deles levará para um determinado tipo de diagnóstico. A desagregação leva para a esquizofrenia, a prolixidade pode levar para a epilepsia, a fuga de ideia pode levar para distúrbio grave bipolar ou psicose maníaco-depressiva. Além disso, o distúrbio de pensamento também se manifesta de outras formas, como distúrbio de conteúdo (com ideias dominantes, ideias deliroides, ideias fixas), e assim por diante. Por isso, hoje é comum pessoas receberem o diagnóstico de distúrbio bipolar quando, na verdade, é esquizofrênico gravíssimo. A Psicopatologia não é interpretativa e está onde está a verdade clínica. O que aconteceu foi que acabaram, lacearam o diagnóstico e, hoje, vemos aberrações, como uma pessoa triste porque perdeu alguém sendo diagnosticada com transtorno bipolar ou psicose maníaco depressiva gravíssima que não tem cura e assim por diante.
Até por esse motivo escrevi meu novo livro, no prelo, “A Decadência da Psiquiatria Ocidental”. Tenho uma curiosidade a dizer sobre o processo de desenvolvimento deste livro. Eu me sentia isolado, sendo a voz solitária que falava mal dos antidepressivos. O meu livro já estava em andamento, até que tive acesso a um estudo de um médico dinamarquês, Peter Gotzsche, ‘How to Survive in an Overmedicated World’. Ele é um dos fundadores do Centro Nórdico de Colaboração Cochrane (Copenhaguen), uma organização que é um dos pilares na área da medicina baseada em evidências. Gotzsche, como eu, também afirma que estamos vivendo uma pandemia de fármacos. Não existe mais Psicologia. O ser humano não é mais um ser biopsicossociocultural, ele é um amontoado de neurônio que precisa de regulador. Não dá para ignorar a cultura e o meio que o ser humano está inserido, ainda mais quando se fala de doença mental.
- O senhor também critica a Lei Antimanicomial…
Eu vivi intensamente o Movimento Antimanicomial, que começou na Itália com uma lei em Trieste, pela qual se determinou que doença mental não existe – e, se não existe, não pode existir manicômio ou hospital psiquiátrico. Esse cenário levou em consideração estudos do psiquiatra sul-africano, David Cooper, segundo o qual todo ser humano está cumprindo um papel: você é a entrevistadora, eu sou entrevistado, e o esquizofrênico é um esquizofrênico, ainda que a gente não goste. Mas isso é um erro sem fundamentação prática: a esquizofrenia pressupõe uma ruptura com a realidade, com delírios, alucinações e isso precisa de tratamento porque a pessoa sofre e faz os outros sofrerem. O que eu afirmo é que nenhum médico na face na Terra, que seja bem formado, quer internar um paciente, mas o faz quando é preciso: no caso de uma pessoa atropelada, ou que sofreu um AVC ou que não consegue respirar. Muitas vezes o tratamento da doença mental precisa da internação. Como tratar um alcoólatra ou um toxicômano ou um doente mental em crise sem internação? O Movimento Antimanicomial foi significativo porque denunciou o que estava ruim. Mas não devemos fechar um hospital porque ele não possui equipamentos ou equipe adequada. Precisamos melhorá-lo. Hoje, o que temos são médicos dizendo que pacientes em crise precisam ser cuidados em casa. O que é um absurdo.
- Na sua opinião, a pandemia tende a agravar as questões de saúde mental?
Não tenho palavras para expressar o que passa na minha cabeça neste momento, quando o que as pessoas precisavam era de bons exemplos e uma boa campanha de vacinação em massa. Estamos na reta final deste episódio, mas é o momento, talvez, mais delicado de toda essa situação, que exige cuidado redobrado de toda a sociedade. Mas quando a gente vê autoridades incentivando a tomar cloroquina, uma medicação que toda a comunidade científica diz que não serve para nada, ou incentivando o não uso da máscara e preferindo a aglomeração, isso faz um mal danado, inclusive para quem está fazendo tudo direito. Certamente que isso faz mal para os psiquismos individuais. Precisamos resistir a tudo isso e redobrar os cuidados até que a vacina chegue a todos e todas para, então, finalmente, corrermos para o abraço.

Juliana Tavares
sexta-feira, 20 de outubro de 2023
Primavera Árabe, Israel, Palestina e Hamas. Por João Maria.(feito com Spreaker)

A Primavera Árabe foi uma série de protestos de rua que aconteceram nos países árabes do norte da África e no Oriente Médio, a partir de 2010. O contexto político era caracterizado pela repressão, insatisfação popular, perda de direitos fundamentais, altos níveis de desemprego, corrupção e pobreza.
Os protestos começaram na Tunísia, mas logo influenciaram outros países que se opunham às condições impostas por regimes ditatoriais, como Argélia, Líbia, Jordânia, Iêmen, Egito, Síria, Iraque e Bahrein, além de pequenos incidentes na Mauritânia, Omã, Arábia Saudita, Líbano, Sudão e Marrocos.
Os movimentos lutaram por justiça, democracia, direitos humanos, dignidade e liberdade dos abusos policiais. A comunicação midiática era censurada e controlada pelos governos, por isso as redes sociais foram adotadas como a forma principal de disseminar a informação e mobilizar mais pessoas. O ambiente digital permitiu que a população se comunicasse e manifestasse opiniões que seriam barradas em meios tradicionais. “Os meios digitais apontaram o protagonismo dos jovens, que foram decisivos no movimento revolucionário iniciado na Internet e esparramado por todo o Egito”, explica Denise Bazzan, mestre em Letras pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP. A dissertação de mestrado da pesquisadora analisou a construção dos discursos para engajar o público para a Revolução. Confira a entrevista completa:
Serviço de Comunicação Social: Num panorama geral, qual era o contexto político nos países árabes naquele momento?
Denise Bazzan: Encontramos, em 2010, um cenário político no norte da África e no Oriente Médio extremamente repressivo, inflamado pelo descontentamento da população em relação à perda de seus direitos e pelos altos níveis de desemprego e corrupção, elementos propulsores das reivindicações que marcaram o início de movimentos populares, de rua, conhecidos no Brasil como Primavera Árabe. No Egito, especificamente entre 2010 e 2011, jovens egípcios usaram as redes sociais para pedir o fim do regime de Hosni Mubarak, dando início ao evento que viria a mudar a história do país. O cerne das manifestações estava no clamor da população pelo fim da pobreza opressiva, da corrupção, do desemprego, da injustiça, dos abusos policiais que assolavam o país e provenientes do regime autoritário de Mohammed Hosni Mubarak, havia 30 anos no poder. Não havia trabalho. As pessoas trocavam de emprego o tempo todo. Não havia hospitais, nem escolas. Não havia esperança de um futuro melhor para o país. Irritada, a nação perdeu o medo.
Serviço de Comunicação Social: Como se iniciou o que ficou conhecido como Primavera Árabe?
Denise Bazzan: Em 2010, ocorreram uma série de protestos de rua nos países árabes do norte da África e no Oriente Médio, compreendendo os países que compartilham a língua árabe e a religião islâmica, apesar de étnicamente diversos. Esses movimentos foram reconhecidos como democráticos pela maioria dos meios de comunicação. Foram iniciados na Tunísia e acabaram influenciando, por conta da oposição às péssimas condições de vida impostas pelos regimes ditatoriais, outros países do mundo árabe, como Argélia, Líbia, Jordânia, Iêmen, Egito, Síria, Iraque e Bahrein, além de pequenos incidentes na Mauritânia, Omã, Arábia Saudita, Líbano, Sudão e Marrocos.
Na Tunísia, mais precisamente em Sidi Bouzid, a morte de Mohamed Bouazizi, um vendedor ambulante que ateou fogo ao próprio corpo em 17 de dezembro de 2010 como forma de protestar contra o confisco de seus bens de trabalho pelas autoridades, reuniu em seu funeral mais de 5.000 pessoas, e marcou o início das manifestações, ampliadas pela indignação da população contra a corrupção do governo. O ditador Zine El Abidin Ben Ali, não resistindo à revolta popular, deixou o poder depois de mais de duas décadas. Da Tunísia, a revolta espalhou-se pelos países vizinhos, dando origem a uma onda revolucionária em grande parte do Oriente Médio. Esses movimentos, marcados por um cenário político extremamente repressivo e por reivindicações populares contra os altos níveis de desemprego, pobreza, corrupção, injustiça e desrespeito aos Direitos Humanos, ficaram conhecidos como Primavera Árabe.
Serviço de Comunicação Social: Quais foram os principais resultados e desdobramentos da onda de protestos naquela região?
Denise Bazzan: Acredito que o quadro a seguir consiga explicar e exemplificar a origem e os desdobramentos dos movimentos da Primavera Árabe:

Serviço de Comunicação Social: Os meios digitais tiveram papel relevante nesse movimento?
Denise Bazzan: Os meios digitais foram primordiais nesse movimento, já que qualquer outro tipo de comunicação midiática era controlado pelos governos. Vale ressaltar que os meios de comunicação digitais (redes sociais virtuais) foram adotados de modo “comum” em todos esses movimentos e responsáveis pelas disseminação da informação, promovendo uma agremiação que seria, como disse, impraticável por meios tradicionais, já que os regimes totalitários impostos nesses países impõem a censura e não permitem à população a livre manifestação de opiniões. Portanto, o canal digital, por intermédio da Internet, propiciou à população ter um amplo acesso à informação, em termos mundiais, e o uso dessa tecnologia foi extremamente relevante na mobilização por legítimos anseios populares. O povo estava dizendo não ao seu regime político. Queria de volta seus direitos fundamentais. Queria de volta a sua dignidade. Pelos meios digitais, a viralização (expansão exponencial de uma informação) dos protestos iniciados em 2010 se expandiram. Centenas de greves eclodiram no país.
Outro fator importante dos meios digitais é a capacidade de conexão da pluralidade identitária em diferentes espaços e ao mesmo tempo, no mesmo momento. Os meios digitais apontaram o protagonismo dos jovens, que foram decisivos no movimento revolucionário iniciado na Internet e esparramado por todo o Egito. Um milhão de pessoas foram concentradas na Praça Tahrir, tendo como maioria jovens, reivindicando uma sociedade egípcia verdadeiramente justa, democrática e livre.
Serviço de Comunicação Social: Poderia comentar um pouco sobre sua dissertação de mestrado?
Denise Bazzan: Fui aluna da FFLCH e, na graduação, me apaixonei pelo discurso, pela semiótica, pelos efeitos da linguagem nos discursos, pela eficiência do texto em persuadir e engajar, a partir da sua ordem e construção. No mestrado, tive a oportunidade de concentrar os estudos nos efeitos da linguagem e em seu papel na transformação social. Em conversa com meu orientador, Mamede Jarouche, resolvi analisar até que ponto as informações contidas nos textos escritos no meio digital, na página intitulada “We are All Khaled Said”, da rede social do Facebook, que motivaram, mobilizaram e legitimaram a Revolução do Egito 2011, foram favoráveis ao engajamento das pessoas à página, a partir da sua ação responsiva de interatividade, sob a ênfase da geração de sentido a partir da construção dos textos. Assim, surgiu minha dissertação.
Porém, ao concluí-la descobri mais do que os indícios da pesquisa. Mais do que examinar a articulação dos recursos de linguagem para compreender o seu papel na transformação social que motivou, mobilizou e legitimou a Revolução Egípcia de 2011, descobri a união de um povo. Em Tahrir, eram todos iguais; eram reflexos uns dos outros. Viam-se amando uns aos outros sem perceber. Um sentimento compartilhado, que uniu as diferenças. Juntos, tinham a convicção de ser ali uma sociedade, organizada de acordo com seus ideais, com respeito, justiça e dignidade. A Primavera Árabe caracterizou-se pela prática da coexistência das diferenças; do real e o imaginário; da multidão e o singular; do coletivo e o indivíduo; da impessoalidade à personalidade, do contrato à liberdade, do cosmopolita ao urbano, do particular e o comum; do público e o privado. Um estreitamento qualitativo que em tempos como os atuais incorpora o viver seguros e confiantes.
A Primavera Árabe sinestesicamente transpôs o espaço digital. O cheiro da primavera, o cheiro da liberdade, o dia do Sham el-Nessim, invadiu a Praça Tahrir.
A linguagem transforma-se no instrumento pelo qual esse organismo modela seus pensamentos, emoções, sentimentos, desejos, esforços e atos. Pela linguagem, o indivíduo influencia e é influenciado, como base última e mais profunda da sociedade.
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Denise Bazzan é mestre em Letras pela FFLCH e especialista em Gestão de Marcas (Branding) pela Universidade Anhembi-Morumbi. Sua dissertação de mestrado está disponível em Primavera árabe: a força da disseminação da informação pelo meio digital e sua forma de construção de sentido.
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